sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
Beyoncé segue na liderança de discos mais vendidos pela terceira semana.
Pela terceira semana consecutiva, Beyoncé está no topo da lista Billboard 200. O álbum "Beyoncé" teve mais 310 mil cópias vendidas na semana que terminou no dia 29 de dezembro. Desde o dia 13, o disco lançado de surpresa acumula 1,3 milhão de cópias.
Segundo a Billboard, o último disco a ficar três semanas no número um da lista foi "The 20/20 Experience", de Justin Timberlake, em abril. O álbum, o primeiro de Beyoncé desde 2011, foi lançado exclusivamente na loja de música digital iTunes, da Apple, e só chegou a outros varejos em 21 de dezembro.
A boy band One Direction subiu do terceiro para o segundo lugar com "Midnight Memories", com 142 mil cópias vendidas na semana – chegando à marca de 1,1 milhão no total –, enquanto Eminem passou de sexto a terceiro mais vendido, com 122 mil cópias. A trilha sonora do filme "Frozen" pulou de oitavo para quarto, com 106 mil cópias vendidas - um aumento de 31% em relação à semana anterior.
Nos últimos dias, Beyoncé enfrentou críticas de astronautas americanos e seus familiares depois de ter usado o áudio do acidente com o ônibus espacial Challenger em uma música de seu novo álbum.
No início do vídeo de "XO", é possível ouvir a voz de Steve Nesbitt falando sobre uma anomalia após a decolagem do Challenger do Centro Espacial Kennedy, em 28 de janeiro de 1986. O ônibus espacial explodiu alguns segundos depois.
Em entrevista à "ABC News" nesta segunda-feira (30), a cantora disse que a música foi gravada com a "intenção sincera de ajudar a curar aqueles que perderam entes queridos". "E para nos lembrar que coisas inesperadas acontecem, então é preciso amar e apreciar cada minuto com aqueles que são importantes para você", completou.
"Meu coração está com as famílias das vítimas do desastre do Challenger", declarou a cantora, que disse ainda que o trecho foi incluído como um "tributo ao trabalho altruísta da equipe do Challenger, com a esperança de que eles nunca sejam esquecidos".
June Scobee Rodgers, viúva do astronauta Dick Scobee e fundadora do Challenger Center for Space Science Education, disse à ABC News que ficou "desapontada" com a utilização do trecho na música. "Ficamos decepcionados ao saber que um trecho do áudio do dia em que perdemos a heroica tripulação do Challenger foi usado na música 'XO'. É uma questão emocionalmente difícil para as famílias, colegas e amigos", declarou.
O ex-funcionário da NASA Keith Cowing usou o site NASAWatch.com para pedir que a cantora retire o trecho da música e peça desculpas às famílias.
Em um novo trecho de seu documentário sobre seu mais novo álbum, lançado de surpresa há pouco mais de duas semanas, Beyoncé revelou que chegou a pesar mais de 88 quilos durante e gravidez.
No vídeo lançado nesta segunda-feira, ela fala sobre como manteve a rotina de mãe durante a gravação do disco e como usa o próprio corpo para se expressar. "Eu estava ciente de que iria mostrar meu corpo. Eu estava com 88,5 quilos quando dei à luz, já perdi 29,5 quilos. Eu malhei loucamente para ter o meu corpo de volta. Eu queria mostrar o meu corpo. Eu queria mostrar que você pode ter um filho, pode malhar pesado e ter o seu corpo de volta", declarou.
Para Beyoncé, é possível ser mãe e expor sua sexualidade sem vergonha. "Sabia como encontrar a minha sexualidade, tendo orgulho em crescer. Isso era importante para mim, já que me expresso pela música. Você pode ter seu filho se ainda se sentir sexy. Eu não tenho nenhuma vergonha em ser sensual. Eu não sinto que tenho que esconder esse lado, porque acredito que a sexualidade é um poder que todas nós temos", enfatizou a cantora no vídeo.
FONTE: UOL
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
Bono reúne 1.000 fãs em apresentação em rua de Dublin.
Bono atraiu uma multidão no centro de Dublin, na Irlanda, para cantar músicas natalinas em plena rua na véspera de Natal. O vocalista do U2 liderou a curta apresentação sem microfones ou amplificadores no fim da tarde da última terça-feira, em uma agitada rua comercial da cidade, surpreendendo as pessoas que faziam compras de última hora. Segundo o jornal britânico Daily Mail, cerca de 1.000 pessoas acompanharam a performance.
O líder do U2 repete o ato há cinco anos e sua aparição tem como objetivo arrecadar dinheiro para moradores de rua da cidade.
Com roupa preta e óculos de lente laranja, ele cantou a canção natalina tradicional O Come All Ye Faithful e a não tão tradicional Merry Christmas Everyone, da banda de rock Slade. Ele foi acompanhado de Glen Hansard, músico irlandês que protagonizou o filme Apenas Uma Vez (2006).
FONTE: VEJA.COM
quarta-feira, 1 de janeiro de 2014
Com Miley Cyrus, Times Square reúne 1 milhão de pessoas para Ano Novo.
A famosa praça nova-iorquina de Times Square presenciou mais uma vez, entre os sorrisos e gritos de alegria de mais de 1 milhão de pessoas, a descida da bola de cristal para dar as boas-vindas a 2014. Antes do início do novo ano, a celebração contou com apresentações de artistas como Miley Cyrus e Melissa Etheridge.
Apesar das temperaturas negativas, a multidão reunida na praça festejou quando a juíza da Suprema Corte, Sonia Sotomayor, nascida no Bronx, apertou finalmente o botão de descida da famosa esfera luminosa.
Os presentes entoaram a contagem regressiva para celebrar a chegada do novo ano, que foi recebido com uma chuva de confetes e gritos de comemoração, e em seguida começou o show dos fogos de artifício.
As pessoas reunidas na praça mais internacional do mundo presenciaram a descida da esfera no mastro situado no ponto mais alto do edifício número 1 da Times Square.
Entre coroas da Estátua da Liberdade e óculos com o número do novo ano, que se tornaram muito populares ultimamente, além de gorros, apitos e cachecóis coloridos, os presentes, procedentes de todo o mundo, cantaram, gritaram e lançaram confetes, globos e doces ao ar.
A celebração propriamente dita começou seis horas antes da meia-noite, mas as pessoas começaram a se aglomerar na praça desde o meio-dia para conseguir um bom lugar.
Entre as ruas 23 e 59 e a Sétima e Oitava avenidas, centenas de milhares de pessoas se reuniram para festejar com música, papel picado e exibições pirotécnicas, o começo do novo ano.
A Times Square abriga a celebração do Ano Novo na cidade há 109 anos.
Os donos do jornal "The New York Times" começaram a festejar a entrada do ano no terraço deste edifício em 1904, primeiro com fogos de artifício e, a partir de 1908, com a esfera iluminada.
A tradição de ver a descida da bola na Times Square se repetiu todos os anos, com a exceção de 1942 e 1943, quando a cerimônia foi suspensa devido à Segunda Guerra Mundial e foi substituída por um minuto de silêncio.
As medidas de segurança foram bastante rígidas desde o início da manhã e a polícia nova-iorquina mobilizou grupos especiais antiterroristas e contra artefatos químicos, biológicos e radioativos.
O prefeito em fim de mandato de Nova York, Michael Bloomberg, não participou da celebração pela primeira vez desde que assumiu o cargo na Prefeitura em 2002, já que festejou a chegada de 2014 com seus parentes e amigos.
Por outro lado, o prefeito eleito da cidade, Bill de Blasio, fez o juramento do cargo em uma cerimônia privada em sua casa em Park Slope, no Brooklyn, no primeiro minuto do novo ano.
FONTE: UOL
terça-feira, 31 de dezembro de 2013
De David Bowie a Miley Cyrus, 2013 foi de reconstrução para a música.
Se me pedirem para definir o ano de 2013 em uma única palavra (espero que não peçam), eu usaria "reconstrução". Olhando com os olhos do mundo, Brasil incluído, pela primeira vez desde o início dos anos 2000 o mercado anteriormente conhecido como "fonográfico" aparentou conforto em lidar com plataformas como o iTunes, CDs, discos de vinil ou aplicativos de streaming. Pela primeira vez, ficou claro que a MTV foi trocada pelos lyrics vídeo para assistir no celular, que a "crise" não é uma crise e que nossa relação com a música não será a mesma que em 1994.
No Brasil, a volta da 89FM - A Rádio Rock, o retorno digital da revista "Bizz", os serviços de streaming como Deezer e Rdio botando as manguinhas de fora, Gaby Amarantos e os indies na novela das sete, pintaram um 2013 muito diferente daquele pintado pelos profetas do óbvio. Se estamos muito distantes da corrente perfeitamente azeitada e promissora dos anos 1980, também há diversos sinais de que 2014 começa repleto de oportunidades para os talentos que nunca deixaram de brotar.
Pensando bem, foi um ano tão virado de cabeça para baixo que alguns dos maiores ídolos da música passaram a maior parte do tempo pensando em como não aparecer. David Bowie soltou seu primeiro disco de inéditas em dez anos, "The Next Day", de uma hora para outra em março e recolheu-se em sua névoa de mistério em que está levitando desde que assumiu este novo e gretagarboniano personagem. Beyoncé gostou da ideia e também pegou o mundo de surpresa com um "álbum visual" homônimo em dezembro. Tanto o inglês quanto a norte-americana venderam horrores, se deram bem nas paradas, lançando uma tendência do anti-marketing como possibilidade de marketing.
Talvez Miley Cyrus, a atriz-cantora celebrizada como Hannah Montana na série da Disney, pudesse aprender um pouco com Bowie e Beyoncé. Miley abriu 2013 anunciando que finalmente seria publicamente "a vagabunda" que afirmava ser na vida real e cruzou o ano implorando nossa atenção, fazendo caretas, mostrando o corpo, postando nas redes sociais e fazendo algo parecido com música.
À primeira vista, a turminha do movimento Procure Saber também zelava pela vida privada dos artistas brasileiros --à mercê de biógrafos que, segundo Djavan, fariam "fortunas" explorando sua dor e à dos que os cercavam. No final, ficou evidente que o movimento era apenas o retrato de gente com uma visão anacrônica de poder vivendo em tempos de descontrole absoluto da informação. No meio do caminho, ficou dolorosamente evidente que toda a ética dos anos 1960 era mais fruto das circunstâncias do que de convicções. E, de uma hora para outra, Caetano, Gil, Chico, Roberto e diversos outros mancharam suas biografias de forma talvez indelével.
A esta altura, você já deve estar se perguntando sobre os melhores discos do ano. E faz sentido porque ainda pensamos na música a partir da unidade de medida dos álbuns. Um dado curioso foi que em 2013, tanto a corporativa "Rolling Stone" quanto o alternativo site Pitchfork elegeram "Modern Vampires of the City", do Vampire Weekend, como o melhor disco do ano. Neste seu terceiro trabalho, o grupo novaiorquino enxugou suas pretensões musicais e fez o que talvez seja seu disco mais cheio de ganchos.
Mas "...Like Clockwork" do Queens of the Stone Age, "AM" dos Arctic Monkeys e "Reflektor" do Arcade Fire também fizeram bonito. Estes, ao lado do Franz Ferdinand (que compareceu com seu "Right Thoughts, Right Words, Right Action") acabaram concretizando um certo cânon do rock internacional dos anos 2010, o que não deixa de ser uma boa notícia.
No mundo pop sem guitarras (apesar do estadalhaço causado por "Yeezus" do rapper Kanye West), dá para afirmar que 2013 foi dominado por "Random Access Memories", do Daft Punk. Do ultrahit "Get Lucky" e o clipe simulando VHS no Youtube ao verdadeiro happening que é "Georgio by Moroder", o duo francês arrastou o trono pop e sentou-se confortavelmente nele. Diversas camadas abaixo, o Disclosure também impressionou com seu "Settle". E a adolescente Lorde, com seu irresistível hit "Royals" tocando em rádios rock e em bailes funk.
E o Brasil? Vale a pena falar de melhores do ano logo depois de sabido que as mais tocadas no rádio foram Bruno & Marrone, Luan Santana, Anitta, Naldo e uma fila de nomes dos quais não nos lembraremos em dois anos? Vale. O ano de 2013 esgueirou-se entre as tensões entre direita e esquerda, entre liberais e conservadores, entre Lobão e Reinaldo Azevedo, entre o completo pragmatismo do mercado e as possibilidades da manifestação artística mais pura. Foi o ano em que discutimos o Fora do Eixo, em que fomos às ruas sem trilha-sonora, em que dois quintos do Charlie Brown Jr. sucumbiram à "vida loka" que tematizaram tantas vezes.
E, musicalmente, foi o ano em que Emicida tirou o hip-hop nacional da sombra dos Racionais MC's com o brilhante "O Glorioso Retorno de Quem Nunca Esteve Aqui", lançando música e uma avacalhada brasilidade à marra do rap brasileiro. Foi o ano em que o indie brasileiro saiu da sombra do Los Hermanos, com os ótimos discos "Estado de Nuvem", de Bruno Souto, "Esperanza" do grupo epônimo, e, talvez o mais surpreendente entre a turma das guitarras, "Antes Que Tu Conte Outra", do Apanhador Só.
Talvez o maior símbolo de 2013 seja o grupo paulista Supercombo com a delicada e musculosa "Piloto Automático" tocando no rádio. Nem tocou tanto, nem em tantas rádios assim. Mas é a trilha de um ano que veio para enterrar o velho e sinalizar o novo. Um feliz 2014 para quem ama música.
FONTE: UOL (RICARDO ALEXANDRE).
segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
Discos de vinil crescem em vendas em 2013; saiba como cuidar da sua coleção.
Há quem ainda consuma música no formato CD, mas é possível notar nos últimos anos o gigantesco aumento das vendas digitais junto ao consumo de serviços de streaming e, supreendentemente, o crescimento no mercado de discos de vinil. Isso mesmo, as tais bolachonas que não são as mais práticas, mas que certamente melhor proporcionam a união entre qualidade sonora e experiência sensorial e afetiva.
E os números não mentem. Como divulgou a BPI (British Recorded Music Industry), órgão responsável por gerenciar os números da indústria britânica, o Reino Unido teve seu melhor ano em vendas de discos de vinil desde 2001 -- que deve chegar a 700 mil cópias até o final de dezembro. Se comparado ao bolo inteiro, a venda de LP ainda é bem pequena na indústria, representando apenas 0,8%, mas ao considerar que em 2007 essa porcentagem era de 0,1%, a perspectiva muda.
Os em parte responsáveis pelo bom ano têm nome: Daft Punk, David Bowie e Arctic Monkeys, que lançaram os ótimos materiais inéditos "Random Access Memories", "The Next Day" e "AM", respectivamente. Tais artistas investiram no formato e tiveram resposta positiva de seus fãs. O disco da banda comandada por Alex Turner, inclusive, lidera as vendas de vinil na Amazon britânica e "Random Access Memories" ficou no topo das vendas durante boa parte do ano.
Outro ponto principal que tem auxiliado no fomento do mercado de vinil são os Record Store Day (Dia da Loja de Discos, em tradução livre), nos quais os estabelecimentos independentes se reúnem com artistas para o lançamento de materiais exclusivos e, às vezes, inéditos. Tem quem estoure o cartão de crédito na data comemorativa geralmente marcada no mês de abril.
No caso dos Estados Unidos e Canadá, também houve aumento. A Nielsen SoundScan, que contabiliza os resultados dos mercados fonográficos de ambos os países, divulgou, por meio de relatório, que só na primeira metade do ano, o aumento das vendas de álbuns em vinil foi de 33,5% se comparado a 2012 – tendo o Daft Punk liderado com 32 mil cópias comercializadas até julho (contra 869 mil cópias digitais de "The 20/20 Experience", de Justin Timberlake). Tudo indica que o balanço final de 2013 deva ser ainda mais positivo para as bolachas.
Por aqui -
No caso do Brasil, os números de vendas de vinis são bem menores se comparados aos da Inglaterra e Estados Unidos, embora também tenha sido registrado grande aumento em 2013. A Polysom, a única produtora de vinis da América Latina, deve fechar o ano com um crescimento de aproximadamente 142% na produção em relação a 2012.
"Isso demonstra que o mercado já está girando sem depender de apenas uma empresa lançando novos títulos", disse João Augusto, que reabriu a fábrica no ano de 2009, quando havia enorme descrença quanto à retomada concreta de tal tipo de consumo musical. O consultor, no entanto, não quis detalhar ao UOL os números de unidades produzidas e comercializadas na trajetória da fábrica.
Assim como os gringos, os artistas nacionais também têm investido cada vez mais no formato. A Polysom, por exemplo, comercializa obras de nomes como O Rappa, Nação Zumbi, Tulipa Ruiz, Los Hermanos, Vanguart e Pitty. Entre os clássicos, figuram reedições remasterizadas de 180 gramas de Jorge Ben, Banda Black Rio, Moacir Santos, Novos Baianos, Secos e Molhados, Tom Zé. Os preços salgados variam, em sua maioria, de R$ 60 a R$80 – a justificativa são os altos impostos e altos gastos com matéria-prima.
Como cuidar do seu vinil -
Lançamentos, relançamentos e itens raros para ter em sua coleção e ouvir até enjoar. Quem tem esse hábito de consumo sabe o vício e a delícia que é retirar o álbum do encarte, colocá-lo no toca-discos, posicionar a agulha na primeira faixa e deixar o som rolar enquanto aproveita para vasculhar a arte de capa.
Mas de nada adianta ter uma coleção com o melhor da música nacional e internacional se não houver um cuidado especial com os vinis. Assim, a pedido do UOL, João Augusto e Rodrigo Heyder, doutorando na área de polímeros do Instituto de Química da USP, deram dez dicas preciosas para a melhor conservação e limpeza de seus discos.
"Qualquer limpeza tem de ser realizada de forma suave e com materiais macios, para que a sujeira não risque ou destrua os sulcos por onde a agulha corre", diz Heyder. "O uso de produtos químicos tem que ser muito cauteloso para que não destrua a superfície ou deixe resíduos." Veja abaixo:
Limpeza a seco -
Use uma escova de cerdas macias – geralmente as de cerdas de fibra de carbono são bastante recomendadas. Outra possibilidade são as flanelas anti-estáticas, como aquelas utilizadas para limpeza de televisores.
Modus operandi -
Lembre-se de que a limpeza deve sempre ser feita no sentido dos sulcos. Isso evita arranhões e facilita a remoção da poeira que esta depositada no interior deles.
Limpeza profunda -
Em certos casos o ideal é água e detergente neutro em pouca quantidade e bastante diluído. Enxágue diversas vezes para garantir que não haja resquícios de detergente na superfície do disco. O detergente teria a função de dissolver as gorduras e permitir que a água interaja com a poeira da superfície do disco, eliminando-a.
Cuidado maior -
Uma dica que Rodrigo dá aos que têm mais zelo com suas bolachas é o uso de água destilada. "Depois de utilizar água da torneira, o vinil irá secar e, caso haja sais dissolvidos nesta água, estes poderão ficar retidos na superfície do disco, o que pode danificá-lo futuramente." Deixe secar em pé em ambiente fresco e longe do sol. Depois, se necessário, utilize a flanela macia.
Selo -
Em casos de vinis antigos, é válido evitar o contato da água com o selo que se encontra no centro do disco. João Augusto destaca, porém, que, em casos de vinis novos, após contato com a água "o rótulo do disco, que foi soldado ali no momento da prensagem, não sofrerá danos na lavagem desde que não fique ensopado por muito tempo".
Inimigos do vinil -
Evite quaisquer outros produtos e, principalmente, a utilização de álcool e silicone para a limpeza. "O álcool pode danificar o plástico da superfície do disco e o silicone também não seria uma boa escolha porque ele encobriria os sulcos e seria um problema para o correto deslize da agulha do toca-discos (além de o pó ficar mais facilmente retido)", afirma Rodrigo.
Cor em cor -
Com diversos lançamentos em variadas cores, é comum encontrar vinis azuis, vermelhos, transparentes, brancos, entre outras cores. Pois saiba que a cor deles não altera a composição do material polimérico, segundo o químico da USP, portanto a limpeza pode ser feita de forma idêntica a do disco negro tradicional. Para discos antigos em 78 rotações feitos em goma-laca a combinação de água e sabão neutro também não tem erro.
Armazenamento -
Nunca, em hipótese alguma, empilhe sua coleção de discos. Sempre deixe-os em pé, uns ao lado dos outros. João Augusto explica: "armazenados em pé, a força centrífuga gerada faz com que os discos ganhem resistência. Se deitados, a superfície de 30 cm de diâmetro sofrerá ação da gravidade e tenderá a entortar com o peso de outros discos em cima ou com a imperfeição da superfície abaixo".
Temperatura -
Se o ser humano sofre com calor, imagine um material de plástico. Aquela sua linda coleção dos Rolling Stones certamente não sobreviverá se você não tomar esse cuidado. Portanto, atenção: deixe sempre seus discos em locais com temperatura amena e longe, bem longe do sol.
Embrulho -
Alguns vinis, especialmente os mais antigos, vêm inseridos em um saco plástico dentro do encarte e em alguns casos, é bom ficar atento e trocá-lo periodicamente. "Se o envelope plástico for de alta densidade, aquele tipo mais 'barulhento', não é necessário a troca porque ele não gera estática", explica João Augusto. "Mas quando eles são feitos com aqueles plásticos mais macios, a tendência é acumular poeira e, nesse caso, é recomendado que a troca de tempos em tempos."
FONTE: UOL
quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
Retrospectiva 2013: Música de balada não ajudou manter sertanejo em alta.
A música sertaneja tem revelado ao menos um grande artista por ano, mas neste 2013 passou quase em branco. Houve um grande hit --"Piradinha", de Gabriel Valim, impulsionada pela novela "Amor à Vida"-- e revelações que prometem para o ano que vem (Henrique & Juliano, Jads & Jadson), mas o gênero chega ao fim do ano mostrando esgotamento em certos formatos, mesmo voltando ao certeiro repertório romântico.
Os últimos 12 meses foram difíceis para quem apostou nas onomatopeias, nas dancinhas e nas canções sobre bebedeira. As rádios exclusivamente sertanejas reduziram, pouco a pouco, as músicas de balada para conter a ascensão de emissoras populares concorrentes que tocam de tudo. Fato que incomodou principalmente os grandes centros. O respiro de quem apostou em arrochas e "funknejos" foi o fortalecimento das casas noturnas sertanejas, que passaram boa parte do ano lotadas.
Os artistas jovens mais reconhecidos, cientes dos alertas que o mercado dava --como a diminuição do público nas feiras e a reclamação de contratantes de que os shows estavam cansativos e sem novidades-- mudaram de foco já no início do ano e correram para o romantismo. Luan Santana ("Te Esperando", "Tudo que Você Quiser"), Michel Teló ("Maria", "Se Tudo Fosse Fácil"), Fernando & Sorocaba ("O Que Cê Vai Fazer", "Gaveta") e Gusttavo Lima ("Diz Pra Mim", "Fui Fiel") correram atrás e tentaram passar ao público a mensagem de que têm mais a oferecer do que um sucesso pontual.
Boa parte dos novatos seguiu apostando que a grande oportunidade ainda viria de um "besteirol" para cair nas graças do público. O resultado foi um baixo número artistas novos bem sucedidos. Os que se destacaram, como Jads & Jadson, Henrique & Juliano, e Loubet, mais regionalmente, chamaram a atenção por um repertório mais completo, e não apenas por um hit.
Na última semana foi divulgado um levantamento feito pela Crowley Broadcast Analytics com as músicas sertanejas mais tocadas nas rádios em 2013. Entre as dez primeiras, sete são românticas. A liderança ficou com Bruno & Marrone e sua "Vidro Fumê", uma música brega-sertaneja de uma dupla que estourou há 12 anos. E seguidos por Luan Santana com "Te Esperando" e da novidade Jads & Jadson com "Do Jeito que Tu Faz é Carinhoso". Após anos em que as atenções se voltaram ao estilo de "Ai Se Eu Te Pego", "Balada Boa" e "Camaro Amarelo", o sertanejo fecha 2013 repleto de destaques românticos.
A falta de um grande artista do ano, no entanto, parece não prejudicar a imagem do sertanejo com o público. Em pesquisa divulgada pelo Ibope no mês de outubro, 58% dos brasileiros ouvintes de rádio disseram que consomem música sertaneja. Em algumas regiões específicas, como o Sudeste, o número chega a 72%.
O sertanejo promete manter a inclinação romântica em 2014, mas o sucesso das boates, aliado ao clima de festa e Copa do Mundo, deve manter as canções de balada em alta. Mas apostar somente na busca de um hit, sem projetar em um repertório completo e sem canções que interessem às rádios, parece um formato que não funciona mais.
Mesmo não tendo sido o melhor ano para a música sertaneja, seus protagonistas acabaram virando notícias. Na televisão, o Villa Mix, principal festival do gênero, ganhou espaço e virou especial de fim de ano da Globo, sob o nome de "Sintonize". A parceria com a emissora veio na mesma época em que foram confirmadas as participações de Paula Fernandes, Luan Santana e Jorge & Mateus em um novo projeto da Globo, o "Sai do Chão", que vai ao ar no início de 2014.
Enquanto todos buscavam um hit, o ainda desconhecido Gabriel Valim surgiu cantando "Piradinha", o tema de Valdirene (Tatá Werneck) na novela "Amor à Vida", da Globo. Após ter passado por diversos programas de televisão, o cantor ainda trabalha para que o destaque da música ajude a dar sequência em sua carreira.
Daniel, ao completar 30 anos de carreira, passa por seu momento de maior popularidade, como jurado do "The Voice", programa que surpreende positivamente na audiência, e intérprete da música de abertura da novela "Amor à Vida". Mas a principal canção da novela também virou notícia após uma série de críticas à interpretação de Daniel. Questionado sobre o tom das análises, o cantor disse que viu "maldade" em algumas delas.
No ano em que Edson & Hudson começaram a voltar a festas maiores e lançaram um CD elogiado ("Na Hora do Boteco"), Hudson enfrentou problemas com a polícia. Ele responde criminalmente por dois processos, em Limeira (SP), por porte de arma de fogo e munições. Em março, ele foi abordado duas vezes pela Polícia Militar e chegou a ser preso por três dias. Depois, conseguiu habeas corpus e respondeu pelos crimes em liberdade.
Em outras instâncias, Guilherme Arantes criticou uma suposta "monocultura" brasileira, focada em sertanejo e pagode, e usou termos como "país infantilizado" para se referir ao gosto dos brasileiros. Os sertanejos se incomodaram, mas não se manifestaram, até que Luan Santana decidiu responder e dizer que "o Brasil é livre", e que "quem não gosta de sertanejo, vai pra outro ritmo".
O cantor César Menotti foi destaque no "Medida Certa", quadro do "Fantástico" do qual não saiu com o troféu, mas seu esforço em transformar sua vida sedentária em algo mais saudável foi acompanhado por milhões de pessoas. Os resultados positivos dos exames, ao final do programa, mostraram que o esforço valeu a pena.
FONTE: UOL
quarta-feira, 25 de dezembro de 2013
Katy Perry confirma planos de dueto com Rihanna.
Após algumas especulações ao longo dos últimos anos, as amigas Katy Perry e Rihanna devem, enfim, lançar um dueto. Em entrevista à rádio americana Kiis FM, a namorada do cantor John Mayer confirmou que tem planos para gravar uma música com Rihanna, mas que as duas vãos se juntar apenas quando tiverem a “música perfeita”.
“Nós falamos sobre isso há anos, então não podemos decepcionar ninguém. Temos que fazer a melhor música de todos os tempos”, afirmou Katy à rádio de Los Angeles. “Nós certamente vamos estudar essa possibilidade, e quando acontecer, vocês saberão”, completou.
Atualmente, Katy Perry está em turnê de divulgação de seu álbum mais recente, Prism, lançado em outubro de 2013, e participou recentemente da faixa Who You Love, em uma parceria com John Mayer. Já Rihanna, que tem o disco Unapologetic (2012) como seu último trabalho inédito, lançou no último dia 16 de dezembro a faixa The Monster, sua segunda parceria com o rapper Eminem.
FONTE: VEJA.COM
Assinar:
Postagens (Atom)







