terça-feira, 16 de setembro de 2014

Madonna: sem dormir pelo sucesso

Madonna vai completar 14 anos longe do topo dos hitmakers. Em 16 de setembro de 2000, um single da cantora chegava pela última vez ao primeiro lugar na parada Billboard Hot 100. “Music” foi o derradeiro lançamento dela a ocupar a mais alta posição em vendas de faixa nos EUA. Em álbuns, porém, Madonna segue com ótimo retrospecto: MDNA, de 2012, estreou como #1 no Billboard 200, o quinto lançamento consecutivo dela nesse formato a obter tal sucesso. A cantora, de acordo com um de seus representantes, planeja soltar novo álbum em 2015. Ela está trabalhando, entre outros, com o produtor Diplo, que tem aparecido em diversas fotos postadas em sua conta no Instagram. Ainda não está certo que papel ele terá no disco, mas tudo indica que será algo significativo. Guy Oseary, empresário de Madonna, disse: “No momento, ela está em estúdio com Diplo e se divertindo muito”. Em entrevista exclusiva à Billboard, Diplo conta: “Tive realmente muita sorte, porque ela tem sido muito compreensiva e aberta às minhas ideias. E ela é do tipo ‘odeio dormir’…”. O próximo disco da cantora sairá pela Interscope e, a julgar pelos posts no Instagram, deve ter colaborações com Toby Gad, MoZella, S1, Ariel Rechtshaid, Avicii, Natalia Kills e Martin Kierszenbaum. FONTE: BILLBOARD BRASIL

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Nunca mais teremos uma banda como RPM

O desavisado que passou na semana passada pela volta do Programa do Jô, viu: uns tiozinhos tocando rock – era o RPM. Tentando ensaiar alguma volta, ou melhor, agendando alguns shows pelo interior do país, o RPM estava lá, com alguns quilos a mais e sinais de calvície bem avançada, tocando Radio Pirata. Algum garoto de quinze anos acharia ridículo, mas eu digo: nunca mais o Brasil terá uma banda como o RPM. Pra quem lembra e pra quem não sabe: surgida nos rastros do pós-punk paulistano dos anos 80, a banda uniu letras bem sacadas com um tecnopop derivativo do progressivo e ternos bem cortados e conseguia competir em termos de popularidade com Roberto Carlos – e ganhava em tecnologia, com computadores, sintetizadores e raio laser no palco. Adolescente que eu era, vi o fenômeno – um bom termômetro era o amigo secreto da classe: se antes, a grande maioria pedia uma coletânea chamada “Hit Parade'' (eu e mais dois infelizes pedíamos AC/DC), naquele ano da glória de 1985, toda a molecada queria o disco da capa amarela do RPM. Nem precisava haver troca, porque o disco que você comprava era o mesmo que iria ganhar (eu comprei um do RPM e ganhei um do….RPM). Em pouco tempo, virou mania: a banda que todos nós gostávamos, saiu da sala de estar e foi parar na cozinha: os shows reuniam gente de todas as classes sociais e todos gostando daquela tecladeira prog de Luiz Schiavon e o ~jeito sexy de ser~ de Paulo Ricardo. Musicalmente, havia os méritos e suas ousadias: canções sem refrão, compassos quebrados e ninguém achava estranho. Mas tudo o que sobe muito alto e rápido, sabemos, se estraçalha – os excessos – e não eram poucos; um disco ao vivo lançado logo depois do de estúdio, com o mesmo repertório; as brigas de egos – tudo contribuiu para que o RPM se desintegrasse, na mesma velocidade com que atingiu um patamar que nenhuma outra banda no país conseguiu. Anos depois, com outra estética e outros motivos, a Legião Urbana chegou lá, mas nunca teve a seu dispor todo o aparato de stardom que os repemês contaram. Hoje, o RPM volta com a certeza de que não terá a mesma popularidade que teve antes, mas sabendo que nunca no Brasil haverá uma banda que foi tão longe como eles. FONTE: UOL

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Keith Richards vai lançar álbum solo em 2015

O guitarrista dos Rolling Stones, Keith Richards, vai lançar um novo álbum solo em 2015, 23 anos após seu último trabalho de inéditas, Main Offender. Em entrevista concedida à agência de notícias Associated Press durante o lançamento de seu livro infantil Gus & Me: The Story of My Granddad and My First Guitar (ou Gus e Eu: A História do Meu Avô e Minha Primeira Guitarra, em tradução livre), o músico afirmou que o disco está finalizado, mas não deve ser divulgado até junho de 2015, quando os Stones encerram a atual turnê. “Steve Jordan (produtor) e eu estamos sempre trabalhando, e quando nos reunimos acabamos compondo algumas faixas”, afirmou o guitarrista à agência. FONTE: VEJA.COM

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

U2 aponta ao futuro no lançamento e ao saudosismo no som

O lançamento mira o futuro da indústria e as canções se voltam ao passado musical e pessoal do U2 em "Songs of innocence". O álbum teve lançamento supresa ontem (9), em evento da Apple. A divulgação gratuita, massiva e invasiva - o álbum pode aparecer automaticamente na biblioteca do iTunes - busca manter o superestrelato em era do déficit de atenção. Ao ouvinte imediatista e preguiçoso, eis o disco instantâneo. Quanto mais gente ouvir de graça, melhor. Hoje, disco é divulgação de turnê, não o oposto. Ironicamente, o marketing ousado vende conteúdo básico e saudosista. A capa, que mostra um LP de vinil, sinaliza o mergulho no passado. Os irlandeses homenageiam falecidos ídolos punk: Ramones na primeira música de trabalho, "The miracle (of Joey Ramone)" e Clash em "This is where you can reach me now". O saudosismo também é pessoal. "Iris (hold me close)" tem o nome da mãe de Bono, que morreu quando ele tinha 14 anos e "Cedarwood road" é homônima à rua em que a família dele morou em Dublin. O discurso político fica em segundo plano - mais precisamente na 9º faixa, a irônica "Sleep like a baby tonight". O resto do 13º disco é pop rock simples e direto - quase tão fácil quanto um download automático.
Leia o faixa-a-faixa: 'The miracle (of Joey Ramone)': A primeira faixa de trabalho homenageia Joey Ramone, morto em 2001. A letra e a guitarra "serra elétrica" remetem os americanos que influenciaram o punk europeu, inclusive o U2 na origem. "Tudo que perdi foi devolvido / O som mais bonito que já ouvi", Bono declara de gratidão a Joey. O "ô ô ô" solene não caberia no CBGB, inferninho que gerou o "hey ho, let's go", mas anuncia um álbum mais direto. 'Every breaking wave': A balada com potencial de single é uma ode à aventura e ao risco: "Todo jogador sabe que você está lá para perder". A música já apareceu em shows anteriores da banda. O teclado lembra alguma música do Coldplay que lembre uma do U2. Nada revolucionário - nem comprometedor. 'California': É a grande canção pop de "Songs of innocence". Homenageia o estado norte-americano, mas desta vez menos ao deserto de "The joshua tree" (1987) e mais ao mar. A introdução repete "Bar-bar-barbara / Santa Barbara" e deve ser a coisa mais Beach Boys que o U2 já fez. A conclusão é a segunda homenagem aos EUA no disco: "O amor não termina". 'Song for someone': A única balada romântica aqui é produzida por Ryan Tedder, do One Republic. Não tinha como ser mais radiofônica. Começa com um dedilhado de violão e deságua em gritos no refrão - algo exagerados, mas que devem funcionar para acompanhar os celulares ao alto nos shows. "Você tem um rosto que não foi estragado pela beleza / Eu tenho cicatrizes de onde estive", canta Bono no seu primeiro disco pós-cinquentão. 'Iris (Hold me close)': Aqui Bono se afunda mais no passado. A música tem o nome de sua mãe, que morreu quando ele tinha 14 anos. O início tem canto religioso - a mãe era da igreja anglicana e o levava aos cultos. As guitarras remetem a "Pride (in the name of love"). A letra tem algo de acerto de contas ("Algo nos seus olhos levou mil anos para chegar aqui"), algo de lamento ("A dor no meu coração é uma parte de quem eu sou") e uma inversão de sentimento entre filho e mãe que se foi ("Tenho sua vida dentro de mim"). 'Volcano': O contrabaixo de Adam Clayton está no centro dessa música. O arranjo une os passados longínquo e recente - a crueza de "I will follow" e a guitarra explosiva de "Vertigo". A batida simples carrega uma melodia quase tão pop quanto de "California". A letra é adolescente: "Algo dentro de você está prestes a explodir". 'Raised by wolves': Essa é mais soturna, grave e pesada que o resto do disco. Parece falar de terrorismo - tema que não deixa de ser pessoal para os irlandeses, que cresceram em meio ao conflito religioso. "Um garoto vê seu pai esmagado pelo peso de uma cruz de paixão / Em que a paixão é ódio", narra Bono, antes de concluir: "As piores coisas do mundo são justificadas pela crença". 'Cedarwood road': A música tem o nome da rua em que Bono morou em Dublin, e que hoje é atração turística. A letra sobre amizade é dedicada a Guggi, companheiro de infância de Bono, e irmão do garoto que apareceu nas capas de "Boy" e "War". Tem base em um riff de rock clássico e saudosismo indisfarçável: "Não acordo daqueles sonhos / Porque nunca morreram e vivem na minha cabeça". 'Sleep like a baby tonight' : Bono abandona um pouco os temas pessoais e fala sobre conformismo político. O tom lúgubre contrasta com teclado quase infantil - bem semelhante ao que fazia o amigo Thom Yorke, do Radiohead em "Ok Computer". A letra é catastrófica e irônica: o personagem dorme como um bebê enquanto o mundo vai de mal a pior.
'This is where you can reach me now' : É a segunda música do disco dedicada a um pioneiro do punk falecido. Dessa vez é Joe Strummer, do Clash. Guitarra e baixo fazem claras referências ao estilo do Clash, e o refrão explicita a importância do punk para Bono na juventude: "1, 2, 3, 4 foi suficiente". 'The troubles' : Não é só em nome do amor. Também há espaço para mágoa e ressentimento na viagem passadista do U2. A faixa tem a bela voz de Lykke Li - de "I follow rivers", marcante na trilha de "Azul é a cor mais quente". A parceria encerra o disco solar em tom negativo, mas aponta para o fim de relação ruim: "Você não pode me machucar mais". FONTE: G1

terça-feira, 9 de setembro de 2014

David Bowie comemora 50 anos de carreira com álbum de hits e música inédita

O cantor David Bowie revelou nesta terça (9) que vai lançar uma música inédita junto de um álbum de melhores hits de sua carreira que será lançado em novembro. As informações são do site da revista New Music Express. A música "Sue (Or In A Season Of Crime)", que foi gravada este ano, é o único material inédito do disco "Nothing Has Changed", que trará faixas como "Space Oddity", "Rebel Rebel", "Ziggy Stardust" e "Let's Dance"; várias delas remixes e colaborações com grupos como Queen e Pet Shop Boys e artistas como Mick Jagger. "Sue (Or In A Season Of Crime)" estará disponível também em formato físico e download no mesmo dia de lançamento de "Nothing Has Changed", que comemora os 50 anos de carreira do cantor que começou a se apresentar como Davie Jones. A compilação estará disponível em formatos de dois ou de três CDs, assim como um disco duplo de vinil. FONTE: UOL

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Faith No More lançará em abril de 2015 o primeiro álbum em 18 anos

O Faith No More lançará em abril de 2015 um novo álbum, o primeiro em 18 anos! A informação foi dada pelo baixista Billy Gould em entrevista à revista Rolling Stone dos Estados Unidos que foi compartilhada pela banda no Twitter e no Facebook. De acordo com Gould, o disco será realizado de maneira totalmente independente. Será produzido pelo baixista, gravado no estúdio de ensaio da banda em Oakland (EUA) e lançado pelo selo próprio, Reclamation Records. O formato físico será distribuído pela gravadora do sempre louco e idolatrado vocalista Mike Patton, a Ipecac Recordings. O primeiro single do novo álbum será “Motherfucker”, música cuja estreia aconteceu em show que o Faith No More realizou em julho deste ano no Hyde Park, em Londres. A data oficial de lançamento de “Motherfucker” é o dia 28 de novembro deste ano. O single virá em formato de vinil de sete polegadas limitado em 5 mil cópias, como parte da Black Friday do Record Store Day, evento criado para celebrar a existência e, acima de tudo, a sobrevivência das lojas de discos independentes. O último disco de estúdio lançado pelo Faith No More foi “Album of the Year”, de 1997. No ano seguinte o grupo chegou a dar um tempo e voltou à ativa apenas em 2009. Desde então, a banda vem se reunindo esporadicamente para turnês curtas e festivais específicos. Em 2009 e 2011, o Faith No More passou pelo Brasil para tocar, respectivamente, nos festivais Maquinaria e SWU. FONTE: UOL

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Seis primeiros álbuns de George Harrison serão relançados em box especial

Os seis primeiros álbuns solo do beatle George Harrison serão relançados em um box especial, no dia 23 de setembro, divulgou ontem o selo Apple. A caixa "George Harrison: The Apple Years 1968-75" contará com versões expandidas dos discos "Wonderwall Music" (1968), "Electronic Sound" (1969) —ambos lançados quando o músico ainda integrava os Beatles—, "All Things Must Pass" (1970), "Living in the Material World" (1973), "Dark Horse" (1974) e "Extra Texture (Read All About It)" (1975). O pacote trará aomda um DVD especial e um livro comemorativo, com fotos nunca lançadas. Com a inclusão de faixas raras e inéditas, os álbuns foram remasterizados em Los Angeles, com a supervisão do filho de George, Dhani Harrison, e também poderão ser adquiridos individualmente. Segundo o selo, o lançamento é uma continuação da coleção "The Dark Horse Years 1976-92", de 2004. Ainda não há previsão de quando a caixa ganhará edição brasileira. FONTE: UOL