sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

will.i.am afirma que não planeja lançar novo álbum com o Black Eyed Peas

o cantor e produtor will.i.am recentemente falou que o retorno do Black Eyed Peas seria 'grandioso', mas surpreendeu os fãs ao afirmar que não planeja lançar um novo disco com o grupo. Durante um bate-papo no programa de rádio americano On Air with Ryan Seacreast, o líder do quarteto declarou que apenas lançará músicas novas com o BEP, mas não um álbum. Segundo ele, a concepção de álbum é algo ultrapassado e com o grupo, o músico planeja alcançar novas plataformas. "Não sei quando foi a última vez que eu ouvi um álbum. Eu escuto músicas, mas não escuto álbuns, então por que raios nós faríamos um álbum? Acho que é uma perda de tempo", disse. will.i.am ainda assegurou que os fãs podem aguardar novas canções do grupo. "Vamos fazer músicas, vamos finalizar as ideias, vamos dar alguns mimos, seja um clipe, um documentário, um esboço, um meme, vamos dar alguma coisa a vocês, mas não um álbum", concluiu. Atualmente, o cantor voltou a divulgar o seu disco solo liberando o clipe de "The World Is Crazy (Feat. Dante Santiago)" (veja aqui) e ele também se dedicará a nova temporada do The Voice britânico enquanto a cantora Fergie prepara o lançamento seu próximo disco solo, que traz o single "L.A. Love (La La)". FONTE: R7.COM

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Pitty, Karina Buhr e outras artistas apoiam escola do rock brasileira para meninas

Essa semana os fãs do L7 foram pegos de surpresa! A banda dos anos noventa formada apenas por mulheres postou uma mensagem em seu perfil oficial do Facebook dizendo que, se os fãs apoiarem, elas vão voltar aos palcos. A galera foi ao delírio, claro! E isso significa que sim, nós precisamos, e queremos mais bandas e artistas mulheres no mundo do Showbizz! Com essa ideia, de formar musicistas, emponderar e promover a autoestima de meninas e mulheres por meio da educação musical, criatividade e pensamento crítico, o Girls Rock Camp Brasil chega a sua terceira edição em 2015. Mas o que é o Girls Rock Camp? É um acampamento musical de férias exclusivo para garotas de 7 a 17 anos, onde durante uma semana elas têm uma experiência muito divertida e completa no mundo da música, aprendendo a tocar instrumentos, formando bandas e compondo músicas. Tudo isso em meio à atividades de fortalecimento de autoestima, desinibição e trabalho em grupo. No final ainda rola uma apresentação ao vivo da composição autoral, aberta para os pais, familiares e amigos. Genial, não? A parada, que rola na cidade de Sorocaba (SP), é tão boa, mas tão boa, que grandes artistas femininas como Pitty, Karina Buhr e Elektra, do Fake Number, fazem questão de apoiar o projeto. Vê aí o que essas garotas poderosas tem a dizer: Para que a edição de 2015 role bonita, o projeto, encabeçado por Flávia Biggs (da banda The Biggs), está com uma campanha no Catarse para viabilizar grana e poder comprar os próprios equipamentos e dar continuidade no trabalho. No site oficial explica tudo certinho, dê uma olhada pois vale a pena. Então já sabe, se você tem filhas, sobrinhas, netinhas, mande-as pra lá nas férias. Além de ajudar na formação delas, vai que alguma se torna a nossa nova Rita Lee. hein! O Virgula Música apoia e bate palmas de pé para o Girls Rock Camp Brasil. Avante, meninas! FONTE: UOL

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Grammy vai homenagear Stevie Wonder em 2015

Stevie Wonder será homenageado em 2015 com um espetáculo especial após a cerimônia de entrega do Grammy, que escolhe os melhores da indústria da música. Logo depois da exibição da 57ª edição do evento, que acontece em 16 de fevereiro no Nokia Theatre, em Los Angeles, entrará no ar um tributo ao cantor de duas horas e meia de duração. Os organizadores ainda não anunciaram quais artistas participarão da homenagem ao americano de 64 anos, que já ganhou 25 prêmios Grammy, incluindo de Álbum do Ano em 1974, 1975 e 1977. Ente os indicados ao Grammy de 2015 estão Miley Cyrus, Beyoncé, Pharrell, Taylor Swift, Ed Sheeran e Iggy Azalea. FONTE: VEJA.COM

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Festival MPB: parceria inédita entre Gilberto Gil e Marisa Monte rouba a cena na estreia do evento

Um time de verdadeiras estrelas da música brasileira desfilou pelos dois palcos armados no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda, no último sábado, 13, como atrações da primeira edição do Festival MPB. Idealizado pelos empresários Carla Bensoussan, Flora Gil, Juliana Cavalcanti e Augusto Acioli, o evento pretende se estabelecer como a marca registrada da temporada de verão no Recife. A ideia surgiu após o grupo constatar que a região é carente de festivais do gênero. Além disso, Olinda e Recife são cidades que recebem um grande número de turistas nessa época do ano. A infraestrutura local também foi um fator que fez os investidores escolherem a capital pernambucana em detrimento de outras cidades do nordeste. Entre as oito atrações escaladas para sábado, o destaque, sem dúvida, ficou por conta do encontro inédito entre Gilberto Gil e Marisa Monte. Com um show “Gil & Marisa”, preparado exclusivamente para o Festival MPB, a dupla encantou o público com os maiores hits do repertório de cada um deles. Antes de subir ao palco, Marisa Monte usou as redes sociais para falar sobre a parceria com Gil: "Há alguns meses fui convidada para um encontro musical com o Gilberto Gil. Foi uma noite mágica, em que, pela primeira vez, pude escutar o Gil, com o violão no colo, tocar alguns dos sambas magistrais do repertório do João que ele havia acabado de gravar no seu então inédito Gilbertos Samba”. Em cena, a sintonia entre a dupla é visível. Ao som de faixas como “Panis Et Circenses”, de Caetano e Gil, mas que foi regravada por Marisa no disco ao vivo Barulhinho Bom - Uma Viagem Musical, e "Balança Pema", de Jorge Ben Jor, a dupla encantou o público e supriu toda a expectativa gerada pelo encontro de dois grandes nomes da música nacional, que, mesmo de gerações diferentes, se completam perfeitamente. Arnaldo Antunes, que havia se apresentado minutos antes, também foi convidado para subir ao palco. Ao lado de Marisa e Gil, ele relembrou os tempos do grupo Tribalistas - que também contava com Carlinhos Brown - e cantou os hits "Velha Infância" e "Passe em Casa". Giberto Gil, marido de Flora, uma das organizadores do evento, aproveitou para agradecer a atenção dos fãs e afirmar que o Festival MPB foi feito por cada um que consome a música popular brasileira em Pernambuco. O repertório ainda contou com canções conhecidíssimas do público como a versão de Gil para o clássico "No Woman No Cry", de Bob Marley, "Esperando na Janela", de Gil, "Segue o Seco", gravação de Marisa, e "O Xote das Meninas", de Luiz Gonzaga. "É uma honra dividir o palco com Gil. Foi uma noite histórica, muito obrigada por esse momento cheio de boas energias", disse Marisa antes de sair de cena. FONTE: ROLLING STONE, POR LUCIANA RABASSALLO.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Djavan relança 18 discos e afirma: "gosto de saber que sou incompreensível"

É uma questão de sorte (e um mistério maior do que suas próprias letras) o fato de Djavan ser um artista popular. "Acho que é um milagre eu não ter uma música exatamente popular e ainda assim ter conseguido me transformar em um artista popular, tocar nas rádios e bares, como os artistas sertanejos", revela, em entrevista ao UOL. Com a fama de compositor hermético, de versos como "Açaí, guardiã / Zum de besouro um ímã / Branca é a tez da manhã", de "Açaí", ele ri do paradoxo: "Eu até gosto de saber que não sou compreensível para todo o mundo. Agora temos aí 236 letras para quem quiser se debruçar e fazer a própria análise". O cantor e compositor de 65 anos faz uma análise própria dos quase 40 anos de carreira ao relançar seus 18 discos (com exceção do último, "Rua dos Amores", de 2012) na caixa "Obra Completa de 1976 a 2010". "Eu pude mergulhar e reviver todas as sensações de cada período da minha vida. Foi um trabalho que mexeu muito comigo." A diversidade está presente na música do alagoano do primeiro disco, "A Voz, o Violão, a Música de Djavan" (1976) --trabalho que o desagradou na época--, ao último álbum autoral revisitado, "Matizes" (2007), que é relançado com nova mixagem. Além de dar ao público oportunidade de ouvir grandes parcerias que Djavan coleciona na vida, como George Duke, Paco de Lucía e Stevie Wonder, a caixa ainda revela, em um longo texto assinado pelo próprio cantor, suas experiências com cada álbum. Entre elas, o incômodo com o estrondoso sucesso do álbum "Djavan ao Vivo", de 1999, que vendeu quase 2 milhões de cópias. A gravadora, feliz com a galinha dos ovos de ouro, pediu a Djavan um disco popular. Ele cortou a expectativa pela raiz. Em processo de composição para um novo álbum, ele comemora, com simplicidade, o retorno da inspiração: "Não posso me dar ao luxo de perder a inspiração. Tenho que achar uma maneira de sobreviver". FONTE: UOL

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Parceria de Nicki Minaj e Beyoncé é divulgada na web

A faixa “Feelin’ Myself”, parceria entre Nicki Minaj e Beyoncé, foi divulga na web hoje (11/12). Produzida por Hit Boy, a canção é parte do repertório do novo disco de Nicki, The Pinkprint, que chega ao mercado no próximo dia 15. O novo trabalho da rapper também conta com colaborações de nomes como Ariana Grande, Drake, Chris Brown e Lil Wayne. FONTE: BILLBOARD BRASIL

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Livro mostra como a novela fez trilha sonora do Brasil entre anos 60 e 80

O que as músicas "Lua e Flor", "O Amor e o Poder" e "Faz Parte do Meu Show" têm em comum, além da temática romântica, do caráter pegajoso e de terem sido lançadas na segunda metade dos anos 1980? Todas foram canções-tema de personagens centrais de novelas de imenso sucesso –respectivamente, "O Salvador da Pátria", "Mandala" e "Vale Tudo". E cada uma, à sua maneira, ajudou a catapultar as vendas das trilhas sonoras desses folhetins. Essa é uma das conclusões levantadas em "Teletema - A História da Música Popular Através da Teledramaturgia Brasileira" (Editora Dash), de autoria dos jornalistas Guilherne Bryan e Vincent Villari, que realizaram um ambicioso raio-x das trilhas sonoras de novelas, exibidas principalmente na Globo, da metade dos anos 1960 até 1989. Em mais de 500 páginas produzidas ao longo de 14 anos, a obra analisa o impacto que esses discos tiveram na então emergente indústria fonográfica e o contexto em que sonorizaram alguns dos produtos mais importantes da ficção brasileira. Algumas crenças a respeito dessa rica relação audiovisual são confrontadas e confirmadas em "Teletema". Uma delas é a de que as grandes vendas de uma trilha sempre correspondem à boa audiência de uma novela. "O sucesso de uma telenovela faz com que a trilha também seja bem-sucedida, uma vez que as canções é que devem servir à teledramaturgia, e não o contrário", explica Bryan, que é especializado em música brasileira. Ele cita como exemplo mais emblemático "Roque Santeiro" (1985), cuja trilha nacional é a mais vendida até o início dos anos 1990. "Arrisco a afirmar que dificilmente aquelas canções teriam o mesmo sucesso radiofônico se a novela não tivesse sido tão bem-sucedida", diz. Para Bryan, o fator determinante para o êxito de uma trilha sonora é "o sucesso da teledramaturgia com a qual ela trabalha e o fato de as canções se encaixarem bem ou não com os personagens e com a trama". Mas nem sempre a associação de uma música emblemática a uma história de sucesso resulta em grandes vendas do disco propriamente dito. Apesar da relação direta entre "Vale Tudo" e o tema "Brasil", na voz de Gal Costa, o álbum nacional da novela de Gilberto Braga vendeu 180 mil cópias, pouco se comparado aos 500 mil exemplares de "Mandala", que trazia Rosana cantando "O Amor e o Poder", e de "O Salvador da Pátria", com "Lua e Flor" de Oswaldo Montenegro.
Além da análise minuciosa dos artistas e estilos escolhidos para as trilhas, de estudos sobre as capas e de listas com números de vendagens, "Teletema" relembra casos curiosos, como o da trama "De Quina pra Lua", exibida em 1985 no horário das seis. Apesar de a novela ser pouco lembrada hoje em dia, sua trilha internacional vendeu impressionantes 430 mil cópias, muito graças ao repertório, um verdadeiro "hit parade" da época, e, provavelmente, à foto que estampava o vinil: uma mulher engatinhando de biquíni fio-dental sobre a areia da praia. Em se tratando de novelas da Globo, trilhas internacionais historicamente vendem mais do que as nacionais. "Elas foram fortemente ancoradas nos sucessos radiofônicos do pop e do rock, visando o público jovem e urbano, que se tornou, a partir da década de 1970, o principal consumidor de música no Brasil", explica Villari, que, além de pesquisador de novelas, já escreveu diversos roteiros para a Globo. "Já no caso das nacionais, a prioridade sempre foi incluir músicas que tivessem a ver com os personagens e com o clima da história, tivessem elas vocação comercial ou não." No caso do personagem que ia aparecer na capa de cada disco, a escolha também era pensada para se relacionar diretamente ao conteúdo musical e ao público-alvo de cada trilha. Um repertório mais adulto dava espaço a um ator mais maduro. Se a seleção privilegiava o pop e o rock, eram escolhidos astros jovens. "Antes, era muito raro ver um ator que interpretasse um vilão na capa de uma trilha", lembra Villari, citando como exemplos recentes os de "Fina Estampa", que trazia na capa a vilã Tereza Cristina (Christiane Torloni), e "Amor à Vida", com Félix (Mateus Solano). "Nestes casos, é a grande repercussão conquistada por estes personagens o chamariz para o consumidor." A fase 1985-1989 marcou uma "era de ouro" das vendagens de trilhas novelísticas –seis das dez novelas com mais discos vendidos foram exibidas nesse período de cinco anos. "Há que se frisar a evolução de vendagem como consequência da própria evolução da indústria fonográfica no Brasil", explica Guilherme Bryan. Os autores de "Teletema" creem que tal sucesso pode ser explicado por fatores ligados ao aumento do consumo do brasileiro, mas também ao contexto social em que as novelas foram escritas. "A teledramaturgia enfim se via livre das limitações impostas pela censura federal para abordar assuntos polêmicos como corrupção, incesto, homossexualidade, tráfico de drogas e infidelidade conjugal", aponta Vincent Villari. Já a década seguinte marcou algumas quebras de paradigma: a consolidação do produtor Mariozinho Rocha como diretor musical da TV Globo (cargo que exerce até hoje); o fim –momentâneo- do monopólio da emissora no horário nobre, que com a febre em torno de "Pantanal" viu a Rede Manchete se tornar um rival à altura; e o lançamento da trilha de novela mais bem-sucedida de todos os tempos, muito por motivos musicais –"O Rei do Gado", com mais de 2 milhões de cópias vendidas de um disco calcado no sucesso do gênero sertanejo, que se alastrou pelo país e conquistou os grandes centros urbanos. Mas essas são as cenas do próximo capítulo de "Teletema", cujo volume 2 já está em produção e deve ser lançado, de acordo com Bryan e Villari, "em dois ou três anos".
"Teletema – A História da Música Popular Através da Teledramaturgia Brasileira – Volume 1 – 1964 a 1989". Editora Dash. 512 páginas. R$ 69,00. FONTE: UOL