sexta-feira, 10 de abril de 2015
Sem poder usar nome da banda, guitarrista critica volta do Camisa de Vênus
Recentemente, o cantor Marcelo Nova e o baixista Robério Santana, integrantes originais da banda baiana Camisa de Vênus, anunciaram a volta do grupo, um dos principais representantes do rock brasileiro dos anos 1980. Dono de clássicos como "Eu Não Matei Joana D'Arc", "Simca Chambord", "Hoje" e "Sílvia", o Camisa fará uma turnê comemorativa de 35 anos, a partir de maio. Os shows contarão com o guitarrista Drake Nova, filho do vocalista, entre outros integrantes.
Há seis anos, no entanto, a banda já havia "voltado", mas com outra formação, que tinha à frente os guitarristas originais, Karl Franz Hummel e Gustavo Mullem, que não farão parte da turnê comemorativa. A versão deles do grupo vinha fazendo shows principalmente em Salvador, com Eduardo Scott, ex-cantor da banda punk Gonorreia, nos vocais. Dono da marca Camisa de Vênus, porém, Marcelo Nova agora impede com uma ação judicial que os ex-colegas continuem se apresentando com o nome da banda.
"Camisa de Vênus foi registrado por mim, e o nome pertence a Marcelo Nova, mas a banda pertence à história", diz Nova, que deixou o grupo em 1987 para seguir carreira solo, causando o fim da banda. O Camisa voltaria a se reunir, com diferentes formações, algumas vezes entre os anos 1990 --quando chegou a gravar o disco ao vivo "Plugado!", em 1995-- e 2000. A última delas foi para um show na Virada Cultural de 2009, em São Paulo. E, depois dessa apresentação, Nova não quis mais seguir em frente com o grupo.
Sobre os ex-colegas, Mullem e Hummel, o cantor conta que não teve contato com eles nos últimos anos, mas diz que ficou "desapontado" com a forma como o Camisa "foi jogado fora", referindo-se à banda dos guitarristas. "Eu, como criador e letrista do grupo, percebi que o Camisa não estava sendo tratado com profissionalismo [por Mullem e Hummel] e aquilo não estava me agradando."
Por outro lado, o guitarrista Gustavo Mullem considera esse retorno da banda anunciado por Marcelo Nova e Robério Santana uma atitude "bem ridícula" para "caçar níqueis". "Mostra que a carreira de Marcelo Nova está falida e que esse é um show mercenário", diz ele. Mullen afirma que não deseja voltar para o Camisa "para ganhar como músico de bar" e provoca os ex-colegas ao dizer que Nova e Robério são músicos "medianos". "Junta um que não sabe cantar e outro que não sabe tocar, não pode sair coisa boa. Como já disse, esse é o show caça-níqueis mais sem-vergonha que já vi na vida", desabafa.
Sobre o guitarrista Drake Nova, filho de Nova que participará da turnê de 35 anos como membro do Camisa de Vênus, Mullem diz que ele "ainda tem muito que aprender".
Apesar de ter tocado guitarra no clássico disco "A Panela do Diabo" (1989), gravado por Marcelo Nova em parceria com Raul Seixas, o guitarrista considera a carreira solo do cantor um fracasso. "Marcelo Nova solo não tem um hit." Segundo Mullem, o seu grupo chegou a atrair 9 mil pessoas ao Parque da Cidade Joventino Silva, em uma apresentação em 2011. "E Marcelo, em São Paulo, capital da cultura do país, tinha dificuldade para encher um local fechado para mil pessoas."
Mullem também afirma que seu relacionamento com o vocalista já não era bom havia bastante tempo. "Saí da banda porque cansei de ver a arrogância do Marcelo com as pessoas. Mas me surpreendeu quando ele registrou o nome da nossa banda em 2011."
Marcelo Nova, por sua vez, diz que não tem raiva, mas, sim, "pena" dos ex-colegas. "O que tenho é uma sensação de tristeza pela maneira como a banda foi conduzida. Não tenho ódio, até porque as minhas decisões [como o processo em andamento] são estritamente profissionais."
Marcelo Nova entrou na Justiça no final de 2011 para registrar a marca Camisa de Vênus, que não era renovada havia 18 anos, segundo Eduardo Scott, há seis anos vocalista do Camisa de Vênus de Mullem e Hummell. "Cheguei a comentar com Karl [Franz Hummel] e Gustavo [Mullem] para registrarem o nome, junto com Marcelo e Robério, claro. Mas eles acharam que nada aconteceria, ficaram de boa. Mas em fevereiro deste ano, três anos depois, fomos surpreendidos com a notificação dos advogados de Marcelo dizendo que estávamos impedidos de usar o nome da banda. Paramos com tudo até eles definirem o que vão fazer."
Para Scott, quando a banda levou 9 mil pessoas ao Parque da Cidade de Salvador em 2011, isso fez com que Marcelo Nova _que antes nunca havia impedido os ex-colegas de se apresentarem como Camisa de Vênus_ entrasse na Justiça no final daquele ano. "Nova, inclusive, nunca exigiu dinheiro dessas apresentações. Sempre foi uma situação tranquila, até agora. Por isso ficamos um tanto chocados", diz Scott.
Mullem e Hummel podem se apresentar com as músicas que compuseram no Camisa de Vênus, segundo Scott, mas sem usar o nome da banda. "Enquanto eles decidem o que vão fazer, vou retomar um projeto de carreira solo, mas torcendo para essa história não morrer, porque o Camisa ainda tem muita história a contar, em especial às novas gerações", opina Scott, que afirma que sempre teve uma excelente relação com Marcelo Nova.
Marcelo Nova diz que ainda não descartou fazer um show com os ex-colegas, mas sai pela tangente: "Não faço planos para o futuro". Já Mullem afirma que só faria novos shows com a formação original se fosse algo estritamente profissional. "E se a grana for justa."
O guitarrista também diz que "após o susto" da notificação judicial, vai aproveitar para tirar férias e pensar no retorno da banda. "Não vamos parar. Mesmo com outro nome, somos o mesmo bom e velho Camisa de Vênus."
Robério Santana preferiu não fazer comentários sobre a polêmica. Disse apenas que está entusiasmado com a turnê ao lado do parceiro Marcelo Nova. "Admiro muito a forma como ele escreve. Poucos sabem tirar sarro e falar sério ao mesmo tempo, como Marcelo Nova sabe", diz Robério.
Karl Franz Hummel não foi localizado para falar sobre o retorno do grupo.
Sobre seu retorno com o Camisa de Vênus, Marcelo Nova disse que não pretende lançar nenhuma música inédita e que a volta é apenas para celebrar os 35 anos da banda. "Os shows serão por pura diversão".
O vocalista diz que o filho Drake é um guitarrista muito talentoso e rasga elogios ao baixista Robério Santana. "Robério e eu sempre tivemos uma boa relação, desde quando montamos a banda lá em 1980."
Quanto aos shows da turnê de 35 anos, Nova promete tocar, no mínimo, uma música de cada um dos sete discos que o Camisa de Vênus lançou. A turnê começa dia 9 de maio no Rio de Janeiro e segue ao longo do ano por capitais como Rio de Janeiro, Fortaleza, Porto Alegre, entre outras. O último show confirmado será em São Paulo, em 13 de junho, mas a banda ainda negocia datas em outros locais.
FONTE: UOL
quinta-feira, 9 de abril de 2015
Billie Holiday, a maior das divas, faria 100 anos esta semana
Algumas coisas são incontestáveis na música. Uma delas é o talento de Billie Holiday, uma das maiores vozes do jazz, que nesta semana faria 100 anos de idade. Foi aos 44 que Eleanora Fagan (seu nome de batismo) perdeu a vida em decorrência de uma cirrose. Seu legado, porém, continua mais vivo do que nunca, e as "divas" que hoje conhecemos continuam se inspirando em Lady Day, apelido que Holiday ganhou de seu parceiro Lester Young.
1. Ela revolucionou a maneira de cantar -
É importante lembrar que Billie não era só sofisticada musicalmente, mas mudou a maneira como o vocalista era visto em cima do palco. Quando cantava, era quase uma experiência hipnótica, a plateia entrava em um silêncio sepulcral. E tudo o que ela precisava era de um microfone e uma flor branca encaixada na orelha.
2. Seu timing era impecável -
Holiday manipulava a melodia, alternava sua força e fragilidade a cada nota, e ainda fazia tudo isso parecer fácil. "Eu não penso que estou cantando. Sinto que estou tocando uma corneta. Tento improvisar como Les Young, Louis Armstrong ou alguém que admiro. Eu odeio cantar certinho. Preciso mudar o tom para o meu jeito de cantar. Isso é tudo o que sei", dizia Billie, que ainda comparava a experiência de cantar com uma simples refeição de pato laqueado, um de seus pratos favoritos.
3. Ela sentia cada nota -
A história de vida de Billie era proprocional às emoções que ela colocava em suas performances. Deixada por diversas vezes na infância com parentes e amigos da mãe - e abandonada pelo pai -, ela começou a trabalhar aos seis anos. Aos 10, sofreu uma tentativa de estupro e, no ano seguinte, seguiu o exemplo da mãe e passou a se prostituir, até ser detida pela polícia. A vida noturna rendeu pelo menos um bom fruto, o contato com a música. Mas as cicatrizes emocionais faziam com que suas músicas mostrassem sua vulnerabilidade sem disfarces.
4. Billie foi uma porta-voz contra o racismo -
Após cantar em pequenos clubes do Harlem, em Nova York, Holiday gravou seu primeiro disco em 1935, aos 20 anos. Mas mesmo depois de ter seu talento reconhecido por músicas, gravadoras e casas de shows, ela ainda sofria discriminação racial e era obrigada a usar elevadores de serviço, entrar em seus shows pelas portas dos fundos... E foi motivada por esse mesmo racismo que cantou um de seus maiores sucessos, Strange Fruit .
5. Seu legado é cheio de pérolas -
Strange Fruit , que se tornou uma verdadeira assinatura da artista, foi considerada uma das canções mais corajosas do século, por falar de forma tão sensível sobre a injustiças sofridas pela população negra nos Estados Unidos. Depois interpretada por Nina Simone, outra grande voz influenciada por Holiday, a faixa foi um dos 38 singles lançados pela cantora e é um dos destaques de seu repertório. A lista de composições interpretadas por ela ainda inclui as icônicas You've Changed , Yesterdays e Lover Man . Além disso, suas composições Don't Explain , Somebody's On My Mind e God Bless The Child provaram seu talento para escrever o que mais tarde ganharia sua voz inigualável.
FONTE: BILLBOARD BRASIL
quarta-feira, 8 de abril de 2015
Há 50 anos, nascia a MPB; protagonistas lembram festival que cunhou o termo
Há 50 anos, Elis Regina recebia um conselho de Vinicius de Moraes em um bilhete, pouco antes de subir ao palco no 1º Festival Nacional da Musica Popular Brasileira. "Arrasta essa gente aí, Pimentinha", pedia o poeta. Ao que consta na história, Elis Regina fez a interpretação da sua vida, girando os braços freneticamente, conforme a canção "Arrastão" crescia para explodir no verso: "Valha-me meu Nosso Senhor do Bonfim / Nunca, jamais, se viu tanto peixe assim".
Composta por Vinicius e Edu Lobo, "Arrastão" venceu o festival realizado pela TV Excelsior, que lançou a semente da MPB tal como a conhecemos hoje. A partir dali, a música brasileira encontraria na TV seu principal difusor e passaria a ser conhecida pela abreviação MPB –uma decisão prática, já que o nome inteiro do festival não cabia nas manchetes dos jornais.
Não foi exatamente o primeiro festival do país. Houve tentativas anteriores em fazer uma versão tupiniquim do famoso festival italiano de San Remo, mas o produtor musical Solano Ribeiro, grande idealizador deste e dos seguintes festivais de música, sentia um vento batendo diferente na metade dos anos 1960. Diante da queda de popularidade da Bossa Nova, nascia uma nova música, criativa e arejada, que se reproduzia aos montes nos becos, bares, teatros e universidades. Era a hora e a vez de compositores novos, como Baden Powell, Edu Lobo, Caetano Veloso, Francis Hime e um estudante de arquitetura chamado Chico Buarque de Hollanda.
"Existia uma confluência de gêneros, era um movimento musical atrás do outro, uma grande onda de criatividade começando a botar a cara", relembra o músico Roberto Menescal. Produtor de célebres discos de Elis Regina, Chico Buarque, Maria Bethânia e Maysa, ele também foi um dos compositores que participaram da seleção com a canção "Por quem Morrer de Amor", escrita em parceria com Ronaldo Bôscoli. Como ele mesmo imaginava, a música morreu na terceira eliminatória. "Eu nunca acreditei que pudesse vencer com uma música romântica enquanto outras tantas vinham com posturas mais fortes e desafiadoras".
Assim foi aberta a inscrição para os compositores, enquanto os intérpretes, com status de astros, seriam escolhidos pela direção. Wilson Simonal, Claudette Soares, Geraldo Vandré, Agnaldo Rayol, Agostinho dos Santos, Altemar Dutra, Cauby Peixoto, Cyro Monteiro, Elizeth Cardoso, Miltinho, Elis Regina e Orlando Silva defenderam 36 das 1,2 mil canções inscritas.
"Eu já havia realizado eventos menores de sucesso com aquele elenco, o que me dava certeza que a resposta do público seria favorável. O que não imaginava era o tamanho do sucesso", relembra o produtor Solano Ribeiro, ao UOL. Para manter a maresia do balneário de San Remo, ele adaptou o regulamento do evento italiano e escolheu um local análogo para sediar o festival: Guarujá, no litoral paulista.
O pesquisador Zuza Homem de Melo em breve transformaria o festival no grande sucesso da TV Record, mas em 1965, ele era um mero espectador. "A grande transformação foi a de ser um programa de televisão com competição de canções e participação do público torcendo abertamente. Na música, viu-se que as canções da Bossa Nova não teriam êxito nos festivais. Surgiu um novo formato denominado canção brasileira tipo festival", conta.
Na final, no dia 6 de abril, no Rio de Janeiro, "Arrastão" conquistou o troféu Berimbau de Ouro. Melodia assobiável, o arrebatamento na voz de Elis, a performance teatral com os braços giratórios– que lhe renderia o apelido de Hélice Regina--, e a letra forte de Vinicius e Edu Lobo eram itens essenciais à nova receita.
Pouco tempo depois, canções como "Domingo no Parque" e "Alegria, Alegria", de Gilberto Gil e Caetano Veloso, respectivamente, subverteriam a fórmula. "O governo não percebeu que as canções poderiam se tornar uma bandeira da classe universitária contra a censura e contra a ditadura militar", observa Zuza.
Solano observa que a era dos festivais perderia sua força no momento em que o Governo Militar percebeu o poder da música. Para ele, foi ali que a MPB perdeu o "Popular" de sua definição. "O espaço foi ocupado pelo marketing da indústria da música, que impingiu modismos com a única finalidade de vender. Assim vieram o pagode, o axé, a boquinha da garrafa e por fim o sertanejo universitário. Além do que as gravadoras acabaram e deixaram de investir em novos artistas".
Wilson Simonal, que defendeu "Cada Vez Mais Rio", de Luiz Carlos Vinhas e Ronaldo Bôscoli, ficou contrariado com o 5° lugar, a ponto de se recusar a subir ao palco. "[Ele] justificou seu descontentamento com o resultado dizendo que 'Arrastão' não podia ganhar porque não era musica popular e o concurso era desse tipo de musica. 'Arrastão' para ele é regional (...). Coisas de artista", contava a "Folha de S. Paulo" no dia 8 de abril de 1965.
Solano relembra que houve uma tentativa do principal patrocinador do festival, o gigante da indústria química Rhodia, de dar a vitória para Simonal. "A mais marcante história de bastidor foi a tentativa do representante do patrocinador de modificar o resultado para beneficiar a música interpretada por Wilson Simonal, que fazia parte naquele ano do Show da Rhodia [evento musical exclusivo da empresa]", conta Solano, que detalhou os bastidores dos festivais no livro "Prepare Seu Coração".
A segunda colocada foi "Sonho de um Carnaval" de Chico Buarque, defendida por Geraldo Vandré. Segundo conta Zuza Homem de Melo em seu livro "A Era dos Festivais - Uma Parábola", Chico comemorou a classificação com um porre. Foi com algumas doses de uísque que Vinicius brindou o resultado com Elis em seu apartamento. Edu Lobo, com apenas 21 anos, estava em São Paulo e ficou pendurado no telefone para saber o resultado. Dias depois, foi convidado por Aloysio de Oliveira para fazer um show com o Tamba Trio e Nara Leão.
A audiência do 1º Festival não foi espetacular, mas a partir do dia 6 de abril de 1965, a música brasileira pela TV não seria mais a mesma. Tanto Chico quanto Elis se tornariam astros da TV, com a participação de um novo elemento: o público. "Não fosse a TV, provavelmente a MPB não teria tido a mesma força", conclui Solano.
Em 1967, na terceira edição do festival, já na Record, a Tropicália seria lançada, as mensagens políticas estariam menos cifradas e a MPB seria invadida por guitarras elétricas. Mas isso já é outra história.
FONTE: UOL
terça-feira, 7 de abril de 2015
Divulgado trailer de documentário sobre Amy Winehouse
O primeiro trailer do documentário AMY, sobre a cantora britânica Amy Winehouse, foi divulgado na última quinta-feira. O vídeo traz imagens, depoimentos e gravações inéditas da cantora e mata um pouco da curiosidade dos fãs que vão ter que esperar até meados de 2015 para assistir ao longa, segundo o site da revista americana The Hollywood Reporter. Na frase que finaliza o trailer, Amy revelou que não saberia lidar com a fama.
No depoimento, a artista falou a respeito da sua carreira e da sua paixão pela música. "Eu não estou tentando ser uma estrela ou ser outra coisa senão uma boa cantora", disse. "Eu não acho que vou ser tão famosa. Eu não saberia lidar com isso. Provavelmente, eu ficaria louca", afirmou a cantora, que faleceu em 2011 por excesso de consumo de bebida alcoólica, aos 27 anos.
Asif Kapadia é o responsável pela direção do documentário. Ele produziu anteriormente o longa Senna, em 2010, sobre o piloto brasileiro de Fórmula 1 Ayrton Senna, filme que foi aclamado pela crítica e ganhou dois prêmios BAFTA.
FONTE: VEJA.COM
segunda-feira, 6 de abril de 2015
Ringo Starr revela que era o mediador em brigas entre os Beatles
O ex-Beatle Ringo Starr confessou nesta última sexta-feira (3) que "sente saudades" de seus "irmãos" da icônica banda, disse ter "orgulho" das músicas que fizeram, que a princípio foram rejeitadas pelas gravadoras, e contou que exercia o papel de mediador das brigas entre os integrantes do quarteto.
Em declarações à BBC Rádio 4, por conta do lançamento de seu disco "Postcards from Paradise", Ringo explicou que, quando surgiam os problemas entre os Beatles, eles eram resolvidos em sua casa.
"Estava em um grupo com três irmãos. Sim, sinto saudades, não tem como não sentir saudades de seus irmãos", declarou à emissora.
Embora Paul McCartney, John Lennon, George Harrison e ele mesmo tivessem uma relação muito estreita, às vezes havia tensões, relatou o cantor e baterista de 74 anos.
"Eu era capaz de manter a paz. Se havia uma explosão dentro dos Beatles, normalmente nos reconciliávamos na minha casa, era assim", afirmou.
"Todos tínhamos personalidade. Éramos quatro irmãos. Queríamos o bem um dos outros, mas às vezes a gente se levanta de mau humor em uma manhã, e isso ultrapassa um limite e acaba em discussões", declarou o baterista.
Ringo, que, como Paul, goza de uma bem-sucedida carreira solo, relembrou a época em que as gravadoras rejeitavam a música do quarteto de Liverpool, que se tornou um fenômeno de massas de 1962 a 1970, quando se separaram.
"Demonstramos que eles estavam equivocados, que a música é mais importante do que o nome. Fizemos música muito boa e ainda estou muito orgulhoso disso", afirmou Ringo. Ele e McCartney são os únicos Beatles vivos após o assassinato de John Lennon em 1980 e a morte de George Harrison em 2001, por conta de um câncer.
Sobre seu último álbum, que foi apresentado em 31 de março, Ringo explicou que é como "uma autobiografia", que preferiu contar em um disco ao invés de escrevê-la em papel.
"Postcards from Paradise", onde canta e toca bateria, teclado e o guitarra, foi gravado no estúdio pessoal do ex-Beatle em Los Angeles (Estados Unidos), junto com os componentes da banda "All Starr Band".
Ringo lançou cinco trabalhos desde 2005: "Choose Love" (2005), "Liverpool 8" (2008), "Y Not" (2010) e "Ringo 2012" (2012), além de "Postcards from Paradise".
FONTE: UOL
sexta-feira, 3 de abril de 2015
Avril Lavigne confessa que teve medo de morrer após cinco meses de cama
A cantora franco-canadense Avril Lavigne, de 30 anos, revelou que ficou cinco meses de cama, por causa da doença de Lyme, e que sentiu que ia "morrer".
Depois de ficar meses sumida, o que levantou boatos sobre sua saúde, Avril disse se sentir melhor agora.
"Eu tinha a impressão que não podia mais respirar, eu não conseguia mais falar, nem me mover", desabafou, em entrevista à revista "People", na última terça-feira (31). "Eu achei que estivesse morrendo", acrescentou.
A borreliose de Lyme é uma doença infecciosa, devido a uma bactéria transmitida por picada de carrapato. Difícil de diagnosticar e subnotificada, a doença pode ter consequências graves se não for tratada a tempo. Entre as implicações incapacitantes e dolorosas, em especial neurológicas, nas articulações e musculares, estão a meningite, ou a paralisia facial.
"Havia vezes, em que eu não tomava banho durante uma semana inteira, porque eu quase não conseguia ficar em pé", revelou. "Era como se toda minha vida estivesse indo embora", acrescentou.
A cantora afirmou que agora se sente "80%" melhor.
Avril Lavigne ficou conhecida no mundo todo quando ainda era adolescente, em 2002, com seu álbum "Let Go".
FONTE: UOL
quarta-feira, 1 de abril de 2015
Rock in Rio 2015 confirma mais dois nomes: Elton John e Sheppard
O músico britânico Elton John e a banda australiana Sheppard foram confirmados pela organização do Rock in Rio nesta terça-feira como atrações do festival, marcado para setembro no Rio de Janeiro.
Elton John sobe ao palco Mundo em 20 de setembro, mesmo dia do cantor Rod Stewart. Os australianos tocam seis dias depois, na jornada que também inclui Rihanna e Sam Smith.
O festival vem anunciando sua programação a conta-gotas. Estão confirmados, por exemplo, os nomes de Katy Perry, Metallica, Queen, A-ha e Queens of the Stone Age. A venda geral de ingressos começa dia 9 de abril, às 10 horas, pelo site Ingresso.com.
FONTE: VEJA.COM
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