terça-feira, 21 de abril de 2015
Noruega deve se tornar o primeiro país a desligar FM, em 2017
Sinal dos tempos: a Noruega, terra da banda de hits A-ha, deve se tornar o primeiro país a tirar do ar a frequência de rádio FM, em 2017. O anúncio foi feito pelo Ministério da Cultura do país como parte de um plano de transição para o rádio digital. O desligamento se dará ao longo do ano de 2017: começa em 11 de janeiro e segue até 13 de dezembro.
No comunicado oficial, o Ministério da Cultura norueguês alega que a troca do FM pelo digital resultará em uma economia de 25 milhões de dólares ao ano, porque os custos do sistema Digital Audio Broadcasting (DAB), a tecnologia padrão em toda a Europa, são oito vezes menores. Esse valor, diz o texto, "poderá ser investido em conteúdo".
Além disso, o DAB teria espaço para mais estações de rádio. "Enquanto a rede FM só tinha espaço para cinco estações nacionais, o DAB terá para 22, quase 20 a mais", diz o comunicado. Uma recente pesquisa realizada no país constatou que 55% das casas já contam com pelo menos um equipamento capaz de receber o sinal do DAB.
A Noruega tem sido mesmo pioneira no rádio digital, de acordo com o site da revista americana The Hollywood Reporter. A rede local NKR, que comemora a decisão do governo, lançou o primeiro canal do sistema DAB em 1º de junho de 1995. O país deve ser seguido por vizinhos escandinavos e também pelo Grã-Bretanha até 2022. Já em outras regiões da Europa a transição é mais lenta, com boa popularidade para o FM em diversos lugares.
FONTE: VEJA.COM
segunda-feira, 20 de abril de 2015
Paula Toller apresenta novo disco, "Transbordada", em show em SP
A cantora Paula Toller faz show na próxima sexta-feira (24), no Citibank Hall, apresentando seu disco novo, "Transbordada". Os ingressos custam a partir de R$ 40 (meia-entrada) e estão à venda na bilheteria da casa e através do site www.ticketsforfun.com.br.
Quarto álbum da sua carreira solo, "Transbordada" apresenta músicas em tom dançante e mais rock. O ex-Mutantes Liminha produz o disco, assina as 10 músicas junto de Paula e também toca baixo, guitarra e bateria em algumas delas.
Outras parcerias do álbum foram os bateristas João Barone (Paralamas do Sucesso) e João Viana, e a de Hélio Flanders (vocalista do Vanguart).
Entre as musicas do repertório estão "Calmaí", "O Sol Desaparece", "Já Chegou a Hora" e "Tímidos Românticos", além de sucessos como "Nada Sei", "Oito Anos", "Derretendo Satélites" e "Deus (Apareça na Televisão)".
Serviço
Paula Toller.
Quando: Sexta-feira, dia 24 de abril de 2015, às 22h.
Onde: Citibank Hall SP -Av. das Nações Unidas, 17.955,Santo Amaro.
Quanto: De R$ 40 a R$ 200.
Pontos de venda:
- Bilheteria da casa: Diariamente, das 12h às 20h.
- Internet: www.ticketsforfun.com.br.
Capacidade: 4.906 lugares.
Duração: Aproximadamente 1h30.
Classificação etária: Não será permitida a entrada de menores de 13 anos. 13 e 14 anos: permitida a entrada (acompanhados dos pais ou responsáveis legais). 16 anos em diante: permitida a entrada (desacompanhados).
Acesso para deficientes.
Ar condicionado.
Estacionamento (terceirizado): R$ 45.
FONTE: UOL
sexta-feira, 17 de abril de 2015
Rod Stewart se apresentará em SP no dia 19 de setembro
Algumas das principais atrações do Rock in Rio confirmaram shows extras em capitais brasileiras, para o período em que estarão no país. Trata-se de uma boa oportunidade para quem não conseguiu comprar ingressos para o festival. Queen + Adam Lambert, Katy Perry, System of a Down e Rod Stewart farão shows em São Paulo, Curitiba e Porto Alegre.
Nos dias 16 e 21 de setembro, Queen + Adam Lambert vão tocar em São Paulo e em Porto Alegre, respectivamente. System of a Down confirmou pelo Twitter um show extra no dia 25 de setembro, também na Arena Anhembi, na capital paulista, com abertura da banda Deftones.
Rod Stewart também anunciou que fará mais um show no Brasil. O cantor britânico, que fecha o primeiro fim de semana do Rock in Rio, fará apresentação extra em São Paulo, no Allianz Parque, no dia 19 de setembro.
Já Katy Perry toca em São Paulo no dia 25 de setembro, no Allianz Parque e em Curitiba em 29 de setembro, no Pedreira Paulo Leminski, onde se apresenta pela primeira vez. A data da venda dos ingressos para todos os shows ainda não foi anunciada.
FONTE: VEJA.COM
quinta-feira, 16 de abril de 2015
"Psicologicamente abalado", Ed Motta cancela show em Porto Alegre
Após a grande repercussão gerada por suas declarações na semana passada, o cantor Ed Motta cancelou o show que faria no próximo sábado (18) em Porto Alegre, no Bar Opinião. Segundo comunicado divulgado ontem (15) pela casa de shows, ele não tem condições psicológicas para se apresentar.
"O show de Ed Motta, previsto para ser realizado nesse sábado, dia 18 de abril, no Opinião, foi cancelado. Depois do ocorrido na última semana, o cantor se encontra psicologicamente abalado e sem condições de se apresentar ao vivo", divulgou em nota o Bar Opinião.
Segundo o produtor do cantor, o cancelamento também visa preservar Ed Motta, que é obeso e sofre com inflamações no nervo ciático, de desgastes físicos causados pela longa viagem ao Rio Grande do Sul. Um dia antes, na sexta (17), ele tem show marcado em São Paulo, no Terra da Garoa. No início da semana que vem, embarca para a turnê europeia do álbum "AOR".
A nova apresentação na capital gaúcha acontecerá em julho, ainda sem data definida. A devolução dos ingressos pode ser feita a partir da próxima segunda-feira (20), nos mesmos locais em que foram adquiridos. Para as compras realizadas pela internet, é preciso solicitar o estorno do cartão ou o reembolso pelo e-mail atendimento@minhaentrada.com.br.
Entenda a confusão: Em postagem publicada em seu perfil no Facebook na última quinta (9), que provocou a reação imediata de internautas, Ed Motta afirmou que as pessoas que costumam vê-lo ao vivo no exterior são uma "turma mais simplória", que não acompanha sua carreira e que é fã de ritmos populares.
O cantor disse ainda que não falará em português nem cantará "Manuel" na próxima turnê europeia. "O mundo inteiro fala inglês, não é possível que o imigrante brasileiro não saiba um básico de inglês. A divulgação da gravadora, dos promotores é maciça no mundo Europeu, e não na comunidade brasileira."
Após a chuva de críticas nas redes sociais, Motta se desculpou no dia seguinte. "Ninguém erra? Sim, todo mundo erra e em diferentes escalas. A pessoa pública não é Deus, está no mundo para errar assim como todos", publicou o músico.
"Escrevi de forma raivosa e equivocada sobre algo que realmente atrapalha meus shows no exterior, quando se está no palco que é algo frágil emocionalmente, a sensação é de desespero quando ocorre um equívoco", completou.
FONTE: UOL
quarta-feira, 15 de abril de 2015
Vendas de música digital igualam vendas físicas pela 1ª vez, diz federação
As vendas mundiais de música digital igualaram pela primeira vez as vendas físicas em 2014, estimuladas pelo sucesso dos serviços de streaming, anunciou a Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI).
A entidade, com sede em Londres, considera o avanço do streaming uma boa notícia para a indústria musical, que, apesar disso, registrou queda de 0,4% nas vendas em 2014, com um total de US$ 14,965 bilhões movimentados.
"Pela primeira vez na história, o faturamento da música gravada está igual nas vendas digitais (46%) e vendas físicas (46%)", afirmou a IFPI. O restante corresponde aos direitos de radiodifusão, publicidade e cinema, entre outros.
A diretora geral da federação, Frances Moore, acredita que o negócio digital vai superar o mercado físico nos próximos dois anos. "Comprovamos que o streaming domina realmente o mercado digital e podemos imaginar que, um dia, a maior parte das vendas de música acontecerá nesse formato", declarou à AFP.
O fenômeno está vinculado às inovações tecnológicas e ao desenvolvimento dos smartphones. As assinaturas de serviços de streaming – que permitem ouvir música de forma ilimitada – continuam sendo uma parte relativamente pequena da indústria, mas o faturamento aumentou 39% em 2014, chegando a US$ 1,57 bilhão, segundo a IFPI.
De acordo com a entidade, 41 milhões de pessoas pagam por esse tipo de serviço, como o Spotify e o Deezer. Para comprovar o boom do mercado, o rapper e produtor de hip-hop Jay Z acaba de lançar uma plataforma de música em streaming, o Tidal, que conta com o apoio de estrelas como Madonna e a dupla Daft Punk, mas provoca polêmica por cobrar mais caro que a concorrência em troca da promessa de conteúdo exclusivo e arquivos de melhor qualidade.
A IFPI tenta conseguir que páginas como o YouTube paguem direitos autorais, assim como os serviços de streaming. Atualmente, o estatuto de provedor de serviços de internet do YouTube, que pertence ao Google, permite uma isenção no pagamento de direitos autorais. Isso tem representado um problema para a indústria musical, já que metade dos internautas que escutaram canções nos últimos seis meses fez isso em páginas como YouTube e Dailymotion.
FONTE:UOL
terça-feira, 14 de abril de 2015
David Bowie compõe novos clássicos para musical "Lazarus"
O músico britânico David Bowie compôs novos clássicos sobre amor e violência para o seu próximo musical "Lazarus", inspirado no romance "O Homem que Caiu na Terra", de 1963, do escritor de Walter Tevis. A informação foi confirmada pelo diretor do musical Ivo van Hove à "BBC".
O cantor não subirá ao palco do espetáculo mas assina o roteiro junto com o irlandês Enda Walsh, dramaturgo do premiado "Once" ("Apenas Uma Vez").
"Algumas canções soam como se você sempre tivesse ouvido, são como clássicos", admitiu o diretor ao anunciar que os preparativos para "Lazarus" estão bastante avançados.
As novas composições de Bowie são "um material realmente muito bom". "Há músicas românticas – porque suas canções são profundamente românticas – mas há também sobre violência e o mundo que nos rodeia. E é sobre estes temas que as novas canções se referem".
O espetáculo tem sua história centrada no personagem de Thomas Newton, vivido por Bowie, em uma adaptação ao cinema em 1976 dirigido por Nic Roeg. Thomas Newton é um alienígena que vem à Terra em busca de água, a salvação de seu planeta. Ele se disfarça de empresário e faz uso de tecnologias avançadas para conseguir o dinheiro necessário para a construção da nave que o levará de volta para casa.
O musical "Lazarus" resgatará ainda antigas canções de Bowie com novos arranjos. "Ele me disse que irá dar um nova roupagem às suas músicas. Ele não estará nos palcos, mas pelo que posso julgar, é um projeto muito importante na sua vida", afirmou o diretor Ivo van Hove.
Enquanto isso, David Bowie já tem previsto o lançamento de seu novo single "Changes" em edição limitada para o Record Store Day no dia 18 de abril. A faixa foi retirada de seu álbum de 1971 "Hunky Dory" e será lançada em vinil de sete polegadas.
FONTE: UOL
segunda-feira, 13 de abril de 2015
"Nunca imaginei que tivesse fãs no Brasil", diz Cher
Cher finalmente veio ao Brasil. Mas ainda não para se apresentar em um show como gostariam seus inúmeros fãs no país - ela diz nunca ter incluído o país em uma de suas várias turnês por não imaginar que havia um público fiel por aqui a sua espera. Nesta sexta-feira, em São Paulo, a atriz a cantora é a convidada de honra do jantar anual de gala da associação americana amfAR (Fundação para as Pesquisas da AIDS) - o quinto realizado na cidade - e recebe o prêmio Inspiration, por seu engajamento na luta pelos direitos da comunidade LGBT e no combate a aids. Sim, a noite da amfAR também conta com um show musical, mas as atrações são a australiana Kyle Minogue e a brasileira Alcione.
Aos 68 anos, a americana Cher é uma verdadeira instituição pop. Conhecida sobretudo pelos figurinos extravagantes, pela coleção de cirurgias plásticas e pela voz grave, a cantora e atriz está completando 50 anos de uma carreira que inclui 25 álbuns, quinze filmes (e um Oscar, por O Feitiço da Lua, em 1989) e sete turnês internacionais. Seus primeiros sucessos foram na década de 60, época da dupla Sonny e Cher, que formava com o primeiro marido, Sonny Bono, com quem teve uma filha, Chastity - hoje um homem, Chaz Bono, desde que se submeteu a uma cirurgia de adequação de gênero, em 2008. Divorciada de Sonny em 1975, ela também é mãe de Elijah Allman, filho de seu segundo casamento com o também músico Greg Allman. No ano passado, devido a um infecção viral, Cher teve de interromper a turnê Dressed to Kill, que ela pretende retomar no próximo mês, quando espera estar novamente apta para por o pé na estrada.
De Los Angeles, Cher falou a VEJA sobre seu envolvimento na causa LGBT, a influência decisiva da mãe - hoje com 87 anos -, a ousadia dos figurinos e o fator sorte que a ajudou a se transformar no ícone que é hoje.
A senhora vem ao Brasil especialmente para receber o prêmio da amfAR (Fundação Para as Pesquisas da AIDS) por sua colaboração na luta pelos direitos LGBT e em particular nas campanhas contra a aids. Como começou o seu engajamento nessa área? Estou envolvida com várias causas humanitárias, mas o combate à aids sempre foi algo muito próximo de mim, tanto por causa dos meus fãs gays como pelos meus amigos gays. Quando a doença ainda não tinha nem um nome e eu estava fazendo um grande show em Las Vegas, subitamente os bailarinos e as drag queens do espetáculo começaram a adoecer. Em pouco tempo, apenas um dos bailarinos havia sobrevivido. E nós simplesmente não sabíamos o que estava acontecendo. Desde então comecei a me envolver, pois levou algum tempo até que os médicos e cientistas descobrissem a doença e mais tempo ainda até que o governo começasse a tomar providências. Fui a primeira artista a levantar 1 milhão de dólares para o tratamento e combate da aids infantil no início dos anos 80.
Abraçar causas políticas e sociais é um traço muito forte da sua geração, a dos anos 60. E hoje vivemos um momento em que esses assuntos estão de volta na agenda, com as pessoas discutindo problemas e levantando bandeiras. A senhora acha que o mundo ainda não aprendeu as lições que deveria? Acho que nos Estados Unidos as pessoas demoraram muito para protestarem contra problemas terríveis como nosso envolvimento nos conflitos do Iraque e do Afeganistão, ao contrário do que ocorreu no tempo da Guerra do Vietnã. Nos anos 60, nós éramos jovens que acreditavam na força da união para mudar o mundo. Aliás, nós americanos temos uma tradição de nos manifestar quando sentimos que alguma coisa está errada e que o povo precisa ser ouvido, mas desta vez as pessoas pareciam estar apáticas e lentas. Ao mesmo tempo, sinto que há certo retrocesso em nosso país, com alguns estados aprovando leis que nos devolvem a um passado de preconceito e intolerância em relação aos direitos humanos.
A senhora se refere ao que ocorreu recentemente em Indiana, com as leis que asseguravam o direito de certos estabelecimentos comerciais barrarem o acesso de gays devido a questões religiosas? Sim, em Indiana e no Arkansas. Mas houve uma verdadeira explosão de protestos nas redes sociais no país inteiro porque a nova geração tem se revelado mais radical e politicamente ativa do que os seus pais. Por causa dessa reação, os dois estados foram obrigados a mudar essas leis discriminatórias. Acho um absurdo ter que discutir essas questões ainda hoje quando todos os cidadãos deveriam ter direitos e oportunidades iguais. Homens, mulheres, gays, negros, enfim todo mundo. Falo especificamente do meu país, mas vejo isso acontecendo em toda parte. Hoje mesmo conversava com amigos sobre essa intolerância religiosa monstruosa que estamos presenciando. Meu pai era descendente de armênios e este ano é o centenário do massacre dos armênios pelos turcos. Lembro de meu avô contando para a família essa história e eu querendo saber o porquê de tanta violência. Ele simplesmente me dizia que era uma luta religiosa: turcos muçulmanos de um lado e armênios cristãos do outro. Para mim isso não faz o menor sentido. É apenas uma insanidade do ser humano.
A senhora é religiosa? Não, sou uma pessoa espiritualizada. Sigo a filosofia budista e não tenho religião nenhuma. Respeito todas as religiões e sei da importância de uma crença na vida das pessoas. Eu escolhi o caminho do budismo por se tratar de uma filosofia liberal.
Como artista, a senhora criou uma personalidade única, com um visual forte, ousado e impactante. Como é ver hoje artistas da nova geração repetindo coisas que a senhora já apresentou há muito tempo e sendo considerados ultra criativos e originais? Acho muito engraçado. Como em todas as épocas, eu segui o caminho aberto por artistas que vieram antes de mim. Mas é preciso dizer que paguei um alto preço por certas coisas que fiz. Sonny e eu chegamos a ser expulsos de hotéis, de restaurantes e até sofremos agressões físicas por causa da nossa maneira de vestir. Por exemplo, Sonny tinha o cabelo tão comprido quanto o meu e muita gente não gostava porque parecíamos diferentes de todo mundo. OK, você pode dizer que estávamos nos anos 60 e havia uma revolução de costumes em marcha e por isso pode parecer exagero meu. Mas eu diria que Sonny e eu nos adiantamos um pouco.
Essa aparência extravagante era um ato de protesto ou vocês simplesmente achavam que era assim que um artista deveria se apresentar? Bem no início da minha carreira com Sonny, nós nos apresentávamos de maneira muito comportada. No palco, éramos um casal como outro qualquer. Era no dia a dia que ousávamos: cintos com fivelas grandes, sapatos de plataforma, pantalonas com bocas imensas. Um dia fomos nos apresentar em Oakland e nossas malas com os figurinos de cena foram extraviadas, então tivemos que subir no palco com nossas roupas de todo dia. As pessoas simplesmente enlouqueceram e graças a essa apresentação fomos parar na televisão. Mas não porque nos admirassem - muito pelo contrário, as pessoas nos odiavam por causa do nosso look. Só quando nos apresentamos em Londres, algum tempo depois, é que sentimos pela primeira vez uma plateia realmente receptiva, que gostava de nós, da nossa música e das nossas roupas. Depois de Londres tudo ficou mais fácil.
Quais foram as suas influências artísticas? É curioso, mas não fui influenciada por cantoras. Marlene Dietrich talvez tenha sido minha maior influência, porque ela ampliou as fronteiras na maneira como um artista se apresenta, na atitude, no modo de vestir, misturando roupas masculinas e femininas. Fui influenciada, sobretudo, pelas atrizes de Hollywood, porque era o mundo de fantasia onde eu queria viver. Tirando minha mãe e suas amigas, que eram divertidas e liberais, a vida real para mim era muito chata. Cresci em um ambiente muito conservador e preconceituoso, porque minha avó materna era do sul dos Estados Unidos e simplesmente não admitia nada muito avançado. Quando eu tinha dez anos, uma amiga de mamãe começou a namorar um rapaz negro e, antes de sair para visitar vovó, minha mãe me fazia jurar que não ia tocar nesse assunto perto dela. Inclusive porque poderia colocar nossa amiga e seu namorado em sérios problemas. Acredito que sou liberal por ter descoberto muito cedo o que significava preconceito.
Sua mãe ainda é viva, não? Viva demais. E ainda fervendo, aos 87 anos.
Como a senhora se define hoje como artista? Mais cantora ou mais atriz? Digo que sou cantora, porque adoro cantar. E sou atriz porque adoro estar diante de uma plateia. Se me perguntarem em que momento eu descobri que sou atriz, respondo que ainda não descobri. Mas sei que posso atuar.
A senhora é conhecida por ter ao menos uma canção em primeiro lugar nas paradas para cada uma das suas cinco décadas de carreira, além de um Oscar (por O Feitiço da Lua, em 1988). Houve algum momento em que o sucesso lhe escapou? Acredito muito na sorte. Com certeza existem artistas infinitamente mais talentosos do que eu, mas que não tiveram tanta sorte. Por exemplo: no final dos anos 90 minha carreira ia muito mal. De repente meu agente me abandonou, a gravadora me despediu e as propostas de trabalho pararam de chegar. Até que Rob Dickins, um executivo de gravadora inglês, me convidou para gravar um álbum em Londres. Fui, gravei e foi um fracasso. Ele não desistiu e me propôs fazer algo no gênero disco. Achei que era alguma espécie de piada, mas ele insistiu, apresentou várias músicas e me deixou totalmente a vontade para escolher. Uma delas era Believe. Foi um tremendo golpe de sorte, que me levou de volta às paradas de sucesso.
Qual o seu próximo passo? Mais uma turnê, álbum, filme ou série de tevê? Ainda estou me recuperando, depois da infecção viral que me deixou de cama no hospital e me fez interromper minha turnê Dressed to Kill. Assim que estiver completamente recuperada retomo os shows. Mas meu novo projeto só será anunciado no meu aniversário, dia 20 de maio. Até lá não posso revelar nada. Apenas digo que será algo muito excitante.
Por que a senhora nunca incluiu o Brasil em nenhuma turnê? Porque que nunca imaginei que tivesse fãs no Brasil. Cometi o mesmo erro com o México, que corrigi finalmente na minha penúltima turnê, e foi um sucesso. Mas realmente ninguém na minha produção nunca me disse para incluirmos a América Latina nas turnês. Prometo que não cometo mais esse erro e pretendo, em breve, me divertir muito fazendo um show no Brasil.
FONTE: VEJA.COM
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