quinta-feira, 18 de junho de 2015

Casa da Moeda faz medalha comemorativa dos 30 anos do Rock in Rio

Para comemorar os 30 anos do Rock in Rio, a Casa da Moeda do Brasil publicará medalhas comemorativas nas versões ouro, prata e bronze. Criada pela artista da Casa da Moeda, Katia Dias, a medalha terá 44 mm de diâmetro. Ao todo, serão produzidas 5.000 peças: 30 de ouro, 1.470 de prata e 3.500 de bronze. A de prata custará R$ 182, e a de bronze, R$ 50. Segundo a casa da moeda, a de ouro só poderá ser adquirida sob encomenda. O valor não foi informado. Ainda de acordo com a Casa da Moeda, a medalha será lançada no segundo semestre e poderá ser adquirida no site do Clube da Medalha do Brasil. FONTE: UOL

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Madonna lança hoje clipe com Minaj, Perry, Beyoncé, Miley e Ora

A cantora Madonna divulgou ontem em seu Instagram que o clipe da música "Bitch I'm Madonna" será lançado hoje. O clipe tem a participação das cantoras pop Nicki Minaj, Katy Perry, Beyoncé, Miley Cyrus e Rita Ora. Anteriormente, a artista tinha dito que o lançamento seria na terça, mas foi adiado por um dia. "Estamos querendo deixar perfeito para vocês", escreveu a cantora nas redes sociais. A canção é o terceiro single do álbum "Rebel Heart" a ganhar um videoclipe. A participação de diversos artistas é semelhante ao que foi feito por Taylor Swift em "Bad Blood", que contou com Selena Gomez, Cindy Crowford, Cara Delevingne e Jessica Alba, entre outras. Em outra imagem publicada também no Instagram, na qual Madonna aparece com um cigarro na boca, ela disse que não fuma, mas começaria a fumar se o vídeo não fosse lançado logo. FONTE: UOL

terça-feira, 16 de junho de 2015

Ariana Grande sobre seu próximo álbum: “São as músicas mais pessoais que já compus”

Em recente entrevista, Ariana Grande falou sobre o tema e inspiração de uma das faixas integrantes do projeto, além de falar um pouco sobre a alma do mesmo. Animada, Ariana Grande uma das suas novas canções tem como fonte de inspiração um suposto “amigo” seu, “É sobre uma noite muito fofa que tivemos juntos. Eu já tenho uma playlist com umas 12 músicas. Eu planejo escrever muito mais quando chegar em casa”, declarou a artista. Dando noção de que tipo do tipo de músicas que integrará o Honeymoon, ela disse: “São as músicas mais pessoais que já compus”. FONTE: R7.COM

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Para músicos, homenagear Cazuza e o Circo Voador é ir contra caretice atual

Foi como embarcar num DeLorean que levava diretamente para o verão de 1982. Quem não viveu essa época teve a chance de testemunhar pela primeira vez a lona azul do Circo Voador em seu lugar de origem, a praia do Arpoador, no Rio de Janeiro -embora o clima de revival de um Dia dos Namorados chuvoso nem de longe indique que já houve ali um dos maiores caldeirões culturais do país. Criado em homenagem aos 30 anos de "Exagerado", primeiro single solo de Cazuza, o evento mantém até domingo uma programação extensa, que começou com uma homenagem ao cantor na noite de estreia, na última sexta-feira (12). Enquanto o coletivo de DJs Vinil é Arte abria a programação, Lucinha Araújo, mãe de Cazuza, contava que o tributo ao filho no lugar onde ele começou sua trajetória artística tinha um significado especial. "Os fãs devem estar adorando. Eu, com 10 stents e um marcapasso, tenho que me segurar. É a prova de que ele fez muita coisa boa e continua superatual. Meu filho era uma força da natureza, cada vez mais sinto isso", declarou. Passava pouco das 22h quando Emílio Dantas, que deu vida ao cantor no musical "Cazuza - Pro Dia Nascer Feliz, o Musical", aqueceu a plateia cantando um apanhado com alguns dos maiores sucessos de sua carreira. A trintona "Exagerado" abriu a apresentação, que durou cerca de cinquenta minutos. Em seguida, hits da época do Barão Vermelho como "Maior Abandonado", "Bete Balanço", "Pro Dia Nascer Feliz" e "Por Que a Gente É Assim?" se juntaram a clássicos da carreira solo do artista, como "Ideologia", com um arranjo diferente, criado para o musical, e "O Tempo Não Para". Mas foram os versos ácidos de "Brasil", precedidos de um pequeno discurso do ator-cantor, que arrancaram mais aplausos da plateia. "Nunca imaginei que me apresentaria no Circo Voador, aqui no Arpoador, mais de 30 anos depois. Com a turnê do musical estamos fazendo apresentações em praça pública, no Rio vai ser nos Arcos da Lapa. Mas meu lado Cazuza ficou um pouco triste por não ser na praia. Aqui é um espaço sagrado", afirmou Emílio, no backstage. Formada por Toni Platão, Liminha, João Barone, Dado Villa-Lobos e Kassin, a banda Todos os Envolvidos encerrou a noite com uma seleção de sucessos do rock nacional da década de 80 que empolgou os mais saudosistas. O repertório lembrou Titãs ("Diversão", "Sonífera Ilha" e "Flores"), Paralamas do Sucesso ("Ska" e "Meu Erro") e Ultraje a Rigor ("Inútil" e "Ciúme"). A Legião Urbana também foi bem representada com "Ainda é Cedo", "Tempo Perdido" e "Geração Coca-Cola" - as duas últimas com Dado assumindo os vocais e realizando um sonho de adolescência.
"Não pude estar aqui em 82 porque repeti de ano. Tinha 16 anos e meus pais não deixaram. Um ano depois, toquei no Circo já na Lapa, no primeiro show da Legião no Rio", conta o guitarrista, que morava em Brasília. Ele, que foi um dos convidados por Liminha a regravar a música "Exagerado" em seu 30º aniversário, diz que o evento representou um pouco do espírito do cantor. "Ele hoje com certeza estaria na contramão da caretice, dessa coisa reacionária. Duas velhinhas não podem se beijar na novela porque a bancada da igreja disse que não pode? Não sei onde isso vai parar", afirmou. Barone, que também era "muito garoto" para ter se apresentado sob a lona original, lembrou a importância do local para o movimento artístico da época. "Isso aqui foi um marco porque estávamos vivenciado um período de liberdade de expressão, depois de anos de ditadura, de censura. Nos tempos que estamos vivendo é preciso relembrar isso. A sociedade está ficando retrógrada. Não podemos perder a ternura", declarou o baterista. Antes de interpretar "Exagerado", Toni também reforçou, no palco, que as homenagens ao cantor e ao tradicional espaço cultural é ir contra a caretice atual. "Celebrar os dois é apostar que ainda existem pessoas de mentes abertas", disse o vocalista, que ainda interpretou os hits "Should I Stay or Should I Go?", do The Clash, e uma versão rock'n'roll de "My Way", famosa na voz de Frank Sinatra. Ao fim do show, o cantor chamou Lucinha ao palco, que lembrou dos 25 anos de morte do filho, mesmo período em que coordena a Sociedade Viva Cazuza, sustentada em boa parte por direitos autorais. Pouco antes do bis ("O Tempo Não Para"), que acompanhou do palco, cantando junto, ela resumiu a noite: "Cazuza deve estar se divertindo". FONTE: UOL

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Aviões do Forró investe em superestrutura para gravar DVD em uma pool party

Solange Almeida e Xand, do Aviões do Forró, fizeram uma verdadeira pool party durante a gravação do novo DVD, que aconteceu na tarde desta quinta-feira (11), no Beach Park em Fortaleza, no Ceará. Com 100 toneladas de equipamentos, 180 metros de luzes led e 300 profissionais envolvidos, a banda subiu em um palco montado no meio da piscina de ondas e cantou 16 músicas, como "Chupa Que É de Uva" e "Festa na Piscina", 14 delas inéditas para convidados e amigos. Após a apresentação, a dupla desceu anestesiada do palco. "Foi a realização de um sonho", disse Sol. "Com treze anos de carreira, a gente tentou ousar um pouco, queríamos fazer algo diferente, mas não sabiamos que seria tão bom assim", disse Xand. Inicialmente, Solange pensou em realizar a gravação em Las Vegas, nos Estados Unidos, mas mudou de ideia ao lembrar do Beach Park. "Temos um dos maiores parques aquáticos da America Latina, muito artistas já tentaram gravar aqui dentro, mas nós conseguimos. A gente tentou mensurar esse valor que marca nossos 13 anos de carreira, de uma luta enorme". Para os fãs que esperavam Solange de biquíni, ela decidiu não ousar tanto, mas apareceu com muita transparência e pernas de fora. "Tenho umas celulitezinhas que no Instagram o filtro tira (risos). Mas foi coisa minha mesmo, eu quis assim. Nos passaram uma carta de cores e a gente investiu, tanto eu quanto Xandinho". Amigos de longa data, Solange confessa que algumas pessoas pensam que ela e Xand são um casal, mas tudo não passa de uma relação de amigos confidentes. "Não deixa de ser um eterno namorado, é uma relação de amor, homem nenhum me conhece como ele. A gente briga, mas eu dei até presente de Dia dos Namorados para ele, comprei uma sandália toda praiana para ele usar na gravação", disse. "Eu não comprei nada para ela ainda", Xand completou rindo. FONTE: UOL

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Mestre Vieira, criador da guitarrada paraense, se apresenta no Rio

Em três noites de shows, Mestre Vieira lança seu novo disco, "Guitarreiro do Mundo", na Caixa Cultural Rio. O evento inclui ainda um workshop com o músico e bate-papo com o público após o show de hoje. Em sua nova turnê, Mestre Vieira revisita ritmos como o baião, o choro, e o samba, sem deixar de lado a mistura típica da guitarrada, ao som de cúmbia, lambada e brega. Além das músicas do novo trabalho, o músico tocá sucessos como "Cúmbia do Ceará", "Loirinha", "Motoqueiro" e "De Norte e Sul". No palco, Mestre Vieira será acompanhado pelos filhos Wilson Vieira (teclado) e Waldecir Vieira (bateria), que tocam com o pai desde pequenos. Em conjunto com os shows, o músico promove um workshop gratuito, que acontecerá amanhã e sábado, de 14h às 16h, destinado a guitarristas e músicos em geral. Os interessados devem enviar o currículo para producaomestrevieira@gmai.com. Criador da guitarrada paraense, Mestre Vieira nasceu em Barcarena (PA), e aos cinco anos de idade fez os primeiros acordes no banjo. Durante a adolescência o violão sempre o acompanhou ao som de Ernesto Nazareth, Garoto e Jacob do Bandolim. Foi nos anos 1960 que se apaixonou pela guitarra e aprendeu a tocar sozinho. Atualmente, aos 80 anos, já possui 15 discos gravados e é um ícone da música paraense. Serviço: Mestre Vieira no show "Guitarreiro do Mundo". Quando: de 11 a 13 de junho de 2015, às 19h. Bate-papo na quinta (11) após o show, e workshop na sexta (12) e sábado (13), de 14h às 16h. Mais informações sobre o workshop pelos telefones (91) 3088-5858 e (91) 98143-7719. Onde: Caixa Cultural Rio - Av. Almirante Barroso, 25 - Centro. Quanto: R$20 (inteira). Mais informações: (21) 3980-3815. FONTE: UOL

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Leo Jaime é resgatado na caixa 'Nada mudou'

O instante inicial da carreira solo de Leo Jaime, a primeira música do lado A de seu primeiro LP, “Phodas C” (1983), foi sua versão para “Rock'n'roll music”, de Chuck Berry. Com um olhar entre o cínico e o inocente, os versos faziam referência à repressão (“Mesmo que em casa a barra suje/ E a polícia abuse”), a lógica dos modismos da indústria fonográfica (“Ano passado eu cantava tango/ No retrasado eu era o rei do mambo/ Mas o patrão agora deu um toque/ Se quer emprego tem que cantar rock”) e o deslumbre com a cultura americana (“E digo sex, drugs and rock'n'roll/ Samba, cachaça e briga é mais o que eu sou”). O jovem cantor e compositor anunciava ali elementos que o acompanhariam naquele álbum e nos anos seguintes: a base estética fincada nos primórdios do rock; a crítica política e social temperada com humor; o olhar atento e leve sobre os costumes e suas mudanças na era da redemocratização, do e do surgimento do BRock e da Aids. Agora reunida na caixa “Nada mudou” (Sony) — cinco discos lançados entre 1983 e 1989, dois deles inéditos em CD —, a produção do artista nesse período deixa claro sua vocação de cronista pop. — Essas canções partem de um olhar sobre o cotidiano, um registro de um lugar, um povo, o zeitgeist, o espírito do tempo... Enfim, um olhar de cronista que depois desenvolvi mais na imprensa. Fiz “Rock da cachorra” (“Troque seu cachorro por uma criança pobre”) a partir de uma matéria do “Fantástico”, que falava de psicanalistas de cachorro. Sempre falava no calor dos acontecimentos. “Aids’ ("Não tente colocar band-aids") é de 1983, quando começava a se falar na doença. As canções revelam, porém, que seu olhar sobre o atual era mais afeito ao registro das marchinhas de carnaval — sempre coladas no presente efêmero, quase sempre pelo viés da graça — do que à frieza objetiva do jornal. As referências vinham de lugares como a revista “Mad”, a malícia de Rita Lee e Lamartine Babo, filmes como “O sentido da vida” (Monty Python), “O fantasma da liberdade” (Luis Buñuel) e “Nos tempos da brilhantina” (“Havia um grito de liberdade ali, com humor, frescor, e alguma ingenuidade, que tinha tudo a ver com o que estávamos fazendo”, avalia). Todas essas referências ferviam num ambiente próprio. No início dos 1980, Leo costumava se apresentar — com suas bandas na época, Nota Vermelha, João Penca & Seus Miquinhos Amestrados — no bar Emoções Baratas, de Claudio Manoel (do Casseta e Planeta). Leo lembra que, ali, Evandro Mesquita viu pela primeira vez Fernanda Abreu cantando (com Leo) e a chamou para a Blitz. — Nossos ídolos eram Rita, Raul, Ben Jor, Tim Maia, Erasmo. Artistas que a intelligentsia não reverenciava, mas que a gente adorava — diz, referindo-se ao núcleo que incluía nomes como Eduardo Dussek e os Miquinhos Amestrados. — A crítica batia na gente, queria que fôssemos niilistas e darks. A gente batia no machismo, na censura, mas sem militância. Clemente (dos Inocentes e, depois, da Plebe Rude) me disse: “Na época eu tinha tantos dogmas que não percebia que uma das bandas mais punk do Brasil era o Miquinhos”. E era mesmo. “Você vai de carro pra escola/ E eu só vou a pé” é punk. — Patroa e empregada tinham o mesmo pôster no quarto, de Cazuza, Paulo Ricardo. Éramos a geleia geral, o projeto tropicalista na prática — defende Leo. — Havia uma demanda de um jovem urbano que não se sentia representado na música que tocava. É algo que se repete hoje, quando leio que 73% dos shows realizados no Brasil em 2014 foram de sertanejo. Observador do que está à sua volta (como compositor e em outras atividades, como o programa de TV “Amor & Sexo”), Leo identifica mais relações entre o Brasil dos 1980 e o de agora: — Mudou muito e ao mesmo tempo “nada mudou”. Avançamos em alguns aspectos, passeatas gays, discussões sobre transgêneros. Mas há um conservadorismo vindo à tona que na verdade sempre existiu. Uma conversa de MDB e Arena que já tinha me enchido o saco nos anos 1980, porque MDB e Arena são mais parecidos do que diferentes e são igualmente desinteressantes. Leo não tem feito canções, mas exerce seu olhar cronista em outros formatos, como o livro “Cabeça de homem” e o programa “Papo de segunda”, que estreia no GNT no dia 8. Na música, articula uma reunião dos Miquinhos e acaba de estrear o show “Elétrico”, no qual apresenta novos arranjos para músicas suas (“e outras que eu gostaria que fossem minhas”). — Sou um promotor da alegria, do romance, da expressão do livre desejo. Isso permeia o que faço até hoje. Nunca fui o cara indicado a prêmio, mas quando saio a plateia está mais feliz do que quando cheguei. Isso já é flertar com o eterno. FONTE: ORM NEWS