quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
Nas rádios brasileiras, só deu música sertaneja em 2014
A música sertaneja dominou as rádios brasileiras em 2014. Na lista divulgada pela agência Crowley, que mede quantas vezes as canções são executadas pelas emissoras do país, os sertanejos estiveram presentes em nove das dez primeiras posições. A exceção foi a última colocada, Happy, do cantor e produtor Pharrell Williams.
A hegemonia do chamado sertanejo romântico, que já dominou os primeiros lugares em outras temporadas, afirma-se ano a ano como o único gênero popular de massas que não sofre com crises e baixas naturais a modismos, ao contrário do pagode romântico, forró universitário, axé music baiana, rap e o próprio rock nacional.
O modelo econômico criado para o gênero, e fortalecido por figuras de empresários muitas vezes integrantes de duplas, como Sorocaba (do duo Fernando & Sorocaba) e o cantor Leonardo, parecem à prova de abalos temporais sofridos. Luan Santana, o segundo colocado na lista, tem uma fortuna estimada em mais de 300 milhões de reais e chega a fazer 25 shows por mês cobrando 300.000 por noite.
FONTE: VEJA.COM
terça-feira, 30 de dezembro de 2014
Ringo Starr anuncia novo disco para 2015
Ringo Star anunciou em um vídeo no YouTube que vai lançar um novo disco em 2015. Ainda sem título, o álbum será o 18º de estúdio da carreira do ex-beatle e o primeiro desde Ringo 2012, lançado há quase três anos. “Eu terminei as gravações, mixamos o disco e, no ano que vem, será lançado pela Universal”, disse o músico.
No vídeo, Starr também avisa que sairá em turnê com seu grupo All-Starr Band. O Brasil já está na agenda da trupe, que vai se apresentar em São Paulo, no dia 25 de fevereiro, no HSBC Brasil, e no Rio de Janeiro, no dia 27, no Vivo Rio. O britânico e sua banda passaram pelo país pela última vez em outubro de 2013.
FONTE: VEJA.COM
segunda-feira, 29 de dezembro de 2014
“2014 foi um ano brega” diz Falcão lançando novo álbum
Lançando seu nono disco de estúdio, “Sucessão de Sucessos que se Sucedem Sucessivamente Sem Cessar”, o irreverente cantor Falcão faz seu retorno às paradas de música brega. Ícone dos anos 90, em que ganhou o reconhecimento do público por sucessos como “I Am Not Dog No” e “Homem é Homem”, Falcão conseguiu deixar sua marca pelo estilo exagerado e falou com exclusividade para a Rádio UOL detalhes do novo trabalho.
“O nome do disco veio de um programa de rádio lá dos anos 70 e que ficou na minha cabeça por muito tempo. Quando resolvi lançar esse disco de inéditas, coloquei esse nome para dar certo e para as pessoas aprenderem a escrever essas palavrinhas”, contou com o costumeiro bom humor. “Até para-choque de caminhão me inspira para fazer música, então tem de tudo no disco: corno, religião, política, tudo”.
Com 13 faixas, o álbum conta com canções como “Coração de Frango”, “Fumando Numa Quenga” e “Você é a Letra X da Palavra Love”.
“A ‘Coração de Frango’ é a única música do disco que não é minha, é de um camarada amigo meu. Achei interessante porque é uma analogia para traição. Meu amigo saiu com outra mulher e acabou encontrando a dele com outro cara num bar de churrasquinho no espeto. Aí ele fez essa analogia do coração dele ser o coração de frango no espeto”, explica Falcão.
“Já ‘Fumando Numa Quenga’ é uma expressão usada no Ceará para quando a pessoa está brava e eu misturei isso com a música 'Smoke On The Water' do Deep Purple. que a tradução é tipo 'Fumando Sobre a Água'. E 'Você É a Letra X da Palavra Love' é aquela música romântica que o cara pode mandar a música pra namorada no dia dos namorados”.
Apesar de toda a irreverência, o cantor também sabe ser sério. “Eu escrevo essas canções e tenho esse trabalho de tirar a carga pejorativa em cima das minorias, no caso o gay e o corno, porque essas brincadeiras mais leves tem como objetivo fazer as pessoas rirem, mas sem usar aquilo como humilhação'', diz se referindo a discussão atual sobre o “limite'' do humor. “Sem o humorista a sociedade não vive, a gente precisa ter um escape''.
Quem vê a faceta brega e escrachada do cantor, não imagina que suas influências vieram de nomes roqueiros como Rolling Stones, Beatles e Bob Dylan e a rebeldia explorada pelos três ícones, para Falcão, se perdeu no rock atual. “A essência do rock está ficando muito pausterizada. Tudo está muito parecido com o pop, com o axé e o sertanejo, aí, no final das contas, tudo vai se transformar em uma coisa só e isso é muito ruim pra música brasileira'', critica.
“Atualmente eu me considero o único cara irreverente na música brasileira, mas porque estamos vivendo em uma época que você ser irreverente é motivo para as pessoas caírem de pau em cima de você. A gente tá precisando ter um novo Raul Seixas, um Renato Russo ou Cazuza pra poder ser rock'n'roll''.
Sobre 2014, o cantor finaliza: “2014 foi um ano altamente brega e eu ter lançado meu disco tornou o ano mais brega ainda, mas em 2015 tem tudo para ser o mais brega”.
FONTE: UOL
sexta-feira, 26 de dezembro de 2014
‘Unforgettable Fire’, clássico do U2, completa 30 anos
Quarto disco de estúdio do U2, o “The Unforgettable Fire” completou em 2014 três décadas de existência, mas, ao ser ouvido hoje, ainda soa como um álbum moderno. Quem o escutar pela primeira vez e não conferir a data de seu lançamento, o dia 1º de outubro de 1984, diria que ele poderia ter vindo de uma época que remete ao futuro de glórias do próprio U2. Não é exagero dizer que este disco marcou o início de uma nova era para os então quatro jovens irlandeses, que deste álbum partiriam nos anos seguintes para três discos antológicos em sequência: o “Joshua Tree”, de 1987, o ao vivo “Rattle and Hum”, de 1988, e o “Achtung Baby”, de 1991.
Embora Bono Vox considere “Bad” e “Pride (In The Name of Love)”, duas das melhores músicas – para muitos as duas melhores do “The Unforgettable Fire” -, “esboços incompletos”, pois a banda ainda estava em busca da maturidade que depois alcançaria para se consagrar como uma das maiores de todos os tempos, a própria sinceridade do vocalista traduzia o que o grupo depois tornaria uma marca de sua trajetória: a ousadia e nenhum temor em mudar seu estilo.
Estilo este que depois ficaria mais pop, como o próprio nome homônimo ao estilo, do álbum de 1997, não deixa mentir. Muito criticado pelos fãs mais tradicionais e adeptos ao rock, pela sua linha mais eletrônica e até dançante em algumas canções, o disco “Pop” foi um outro passo polêmico da banda após o também contestado “Zooropa” (de 1993), que marcaria a icônica turnê “Zoo TV”, o auge da era futurista dos megashows do U2 nos anos 90.
Mas nada disso teria sido possível sem o primeiro passo mais ousado da carreira da banda com o lançamento do “The Unforgettable Fire”, que, por sinal, foi o primeiro de Bono, The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen Jr sob a produção de Brian Eno, músico que trabalhou com o grupo Talking Heads, e Daniel Lanois, engenheiro de áudio, que depois acompanhariam a banda ao longo de uma carreira que atingiria o seu auge naquela mesma década de 80 e início da de 90 com o “Achtung Baby”.
O som de protesto consagrado em “Sunday, Bloody Sunday”, do disco “War”, de 1983, terceiro álbum de estúdio da banda após os ainda “imaturos” “Boy” (de 1980) e “October” (1981), passou a dar lugar a um som que trouxe o U2 a uma nova plataforma, ampliando o seu alcance a um universo mais eclético de fãs.
A batida seca da bateria de Larry Mullen Jr e as letras diretas e mais agressivas, até do ponto de vista de sua sonoridade, deram lugar a ritmos conduzidos de forma mais lenta e explorando os instrumentos de maneira mais distribuída, assim como explorando mais os teclados, com menos peso no baixo de Clayton e na guitarra de The Edge, e abusando de sons atmosféricos que garantiram o ar moderno ao álbum, o que já fica claro desde a sua primeira faixa: “A Sort of Homecoming”.
Para mergulhar de cabeça em um novo ambiente musical e buscar inspiração, o U2 viajou pela Irlanda por alguns dias procurando locais que trouxessem a banda a uma nova “viagem sonora”, assim como iniciou as gravações deste seu quarto disco de estúdio no Slane Castle, em Dublin, onde o quarteto se sentiu à vontade para tocar as canções e chegou a utilizar um salão gótico do local para tentar encenar um clima ainda maior de “experimentalismo” neste início de nova fase para a banda.
Com toda esta preparação e ousadia, o U2 ao mesmo tempo não deixou de ser questionador ou de abordar temas polêmicos como fez em seus primeiros discos. Isso ficou claro na música “Bad”, que fala do vício em heroína, ou em “Pride (In The Name of Love)” e “MLK”, que foram compostas em tributo a Martin Luther King Jr, ícone da luta contra o racismo e pelos direitos civis nos Estados Unidos.
Já a faixa-título do álbum, “The Unforgettable Fire”, teve inspiração em uma exposição de arte, realizada no Museu da Paz de Chicago, em homenagem às vítimas dos bombardeios atômicos em Hiroshima e Nagasaki, ocorridos no Japão durante a Segunda Guerra Mundial, em 1945. A letra da música, porém, não faz referência aos ataques nucleares e é bastante abstrata.
Com dez faixas ao total, “The Unforgettable Fire” chegou a receber fortes críticas por trazer algumas letras com conteúdo considerado vago ou músicas que pareciam inacabadas, mas se tornou marcante o suficiente para projetar um novo horizonte musical ao quarteto de Dublin, que depois provou ter dado um passo certeiro no caminho para se tornar uma das maiores referências da história da música e uma das bandas de maior sucesso comercial em todos os tempos. Foi um inquestionável início de uma nova era para o U2.
FONTE: UOL - Rafael Granato Valin Franco – publicado originalmente no site Roque Reverso
quinta-feira, 25 de dezembro de 2014
Disco de Natal da Som Livre é de engasgar com peru
A maldição -- ops, tradição -- dos lançamentos musicais de Natal continua. Depois de reunir todos aqueles cantores que infestam programas de auditório aos fins de semana na TV, no CD Natal em Família, em 2013, a Som Livre resolveu repetir a dose com Natal em Família 2, outra mistura louca de axé, sertanejo, pagode e tecnobrega. Ah, claro, e músicas natalinas.
Assim, Luan Santana, que no ano passado havia dado um novo impulso à praga Então, É Natal, hit da cantora Simone que não desgruda de nossos natais e ouvidos, agora maltrata Noite Feliz junto com os pagodeiros do Sorriso Maroto. Luan Santana se rasga todo ao cantar "...de Jesus Salvadoô-oôr", mas, justiça seja feita, ele é o melhor do dueto. O pagodeiro Bruno Cardoso parece estar com dor de barriga, coitado. E o corinho de "Na-na-na-na"por atrás dos dois é... é qualquer coisa.
"Qualquer coisa" também define o que fez a Jingle Bell Rock o grupo Sambô -- aquele que assassina clássicos da música ao transformá-los, à revelia de todo o bom gosto, em samba genérico. Aqui não é diferente.
Se Luan Santana voltou ao projeto com faixa nova, a paraense Gaby Amarantos, que em Natal em Família cantava Boas Festas, de Assis Valentes, em Natal em Família 2 canta... Boas Festas! Mas agora com o sertanejo Cristiano Araújo. Ah, sim! Faz toda a diferença!
FONTE: VEJA.COM
quarta-feira, 24 de dezembro de 2014
Lady Gaga está (mesmo) trabalhando no sucessor de ARTPOP
Depois de uma foto sua com Nile Rodgers e a compositora Diane Warren agitar todos os seus fãs, Lady Gaga confirmou a notícia que todo mundo esperava: ela está mesmo trabalhando no sucessor de ARTPOP. E pelo jeito nós podemos esperar algo mais introspectivo e pessoal.
“Eu quero que os fãs se surpreendam”, ela contou em entrevista para o Yahoo! Style. “Mas eu vou contar que será uma experiência maravilhosa, de busca pela sua própria alma.E é bem diferente do outro álbum neste sentido. Eu fiz aquele álbum na estrada. ARTPOP era, tipo, um disco feito de ácido. E este é como o cadáver do meu antigo eu. Eu estou só, eu estou operando o meu antigo eu”.
FONTE: UOL
segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
Após vazamento, Madonna faz pré-venda de álbum e põe seis faixas no iTunes
Madonna anunciou no último sábado (20) a pré-venda de seu novo álbum, "Rebel Heart", que tinha seu lançamento previsto somente para 2015. A cantora contou a novidade três dias depois que 13 de suas músicas vazaram na internet, na última quarta-feira (17).
Quem comprar o novo trabalho da cantora antecipadamente ganha o direito de baixar agora seis faixas: "Bitch I'm Madonna" (com participação de Nicky Minaj), "Devil Pray", "Ghosttown", "Illuminati", "Living for Love" e "Unapologetic Bitch". As canções já estão disponíveis para download pelo iTunes, que mostra que o disco completo terá 13 músicas a mais.
A porta-voz de Madonna, Liz Rosenberg, disse à agência AP neste sábado que as demais faixas serão divulgadas no dia 9 de fevereiro, embora a previsão inicial fosse março. A profissional da equipe da popstar confirmou ainda que a liberação das canções foi mesmo adiantada por causa do vazamento dos últimos dias.
"O Natal chegou mais cedo! Peça meu álbum na pré-venda e faça o download de seis faixas. Boas festas! #rebelheart", diz o post nas redes sociais da rainha do pop.
Na quarta-feira, Madonna havia se pronunciado sobre o vazamento das faixas em sua página no Facebook: "Isto é estupro artístico!! Estas [músicas] são demos antigas que foram roubadas, metade delas nem estará no álbum e a outra metade mudou. Iso é uma forma de terrorismo! Por que as pessoas querem destruir o processo artístico? Por que roubar? Por que não me dar a oportunidade de terminar e entregar o meu melhor?"
Madonna também pediu, na ocasião, que os fãs não ouvissem o material e que, caso já tenham ouvido, não o levassem em consideração.
O UOL ouviu as faixas e, embora a cantora afirme que as canções são apenas demos, o material demonstra um retorno da cantora às baladas e o investimento em sonoridades nunca associadas a ela, como na faixa "Unapologetic Bitch", um reggae.
O DJ Diplo, um dos produtores do álbum, já havia dito que o primeiro single do novo trabalho teria "uma pegada reggae".
Há poucos dias, duas das 13 músicas vazadas já haviam caído na rede: "Rebel Heart" e "Wash All Over Me", esta última com participação de outro dos produtores do álbum, o também DJ Avicii.
Madonna também tem reclamado de fotos suas que têm vazado na internet. Ela tem postado em sua conta no Instagram uma foto inédita que nem ela mesma sabe de onde surgiu.
"Outra foto inédita de uma série que eu acabo de descobrir! Roubado e vendido de quem? Oh, meu Deus! São os meus fãs fazendo isso? Assim eu fico muito confusa. Roubar é um crime. #karma", escreveu ela na legenda.
FONTE: UOL
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