quinta-feira, 30 de abril de 2015
Após Jobim, Tim Maia será homenageado com escultura no Rio de Janeiro
O cantor e compositor Tim Maia (1942-1998) será imortalizado no bairro onde nasceu e cresceu, a Tijuca, na zona norte do Rio de Janeiro, com uma escultura em bronze de cerca de 1,90 m de altura. A obra está sendo feita pela artista plástica Christina Motta, 70 anos. "Ela vai ser maior que o tamanho natural, para não parecer muito pequena quando for vista de longe. O Tim não era muito alto, tinha 1,68 m, parece. Não posso dar mais detalhes ainda, apenas adiantar que ele vai estar de pé, cantando", revela a artista, responsável também pela escultura de Tom Jobim inaugurada em dezembro de 2014, em Ipanema, e pelas famosas obras em bronze da artista francesa Brigitte Bardot e do ex-presidente Juscelino Kubitschek, em Búzios, onde Christina tem seu ateliê.
A escultora se diz muito feliz com essa oportunidade, surgida com o projeto Nívea Viva –que também promove, até junho, shows gratuitos em homenagem ao "síndico", sob o comando de Ivete Sangalo e Criolo, em sete capitais brasileiras.
"O Tim Maia era muito irreverente, tinha uma voz bonita, músicas ótimas. Tenho visto fotos e todos os shows dele pelo YouTube, para ver como era de perto, as feições, o jeito dele", conta Christina, que está envolvida no projeto há dois meses, começou a pôr a mão na massa há cerca de duas semanas e deve entregar a escultura até o fim de junho. A rua e o local exatos onde a obra ficará ainda não foram definidos pela Prefeitura do Rio, mas o prefeito Eduardo Paes já autorizou sua instalação.
Nessa primeira fase, Christina trabalha em uma estrutura de argila, que funciona como uma espécie de esqueleto para receber cera e bronze por cima. O processo de fundição deve começar, segundo ela, no dia 20 de maio e terá o seu acompanhamento de perto.
Latinhas de alumínio de creme para pele usadas pelo público têm sido recolhidas nos shows de Ivete e Criolo –até agora houve duas apresentações, em Porto Alegre (12 de abril) e Recife (26 de abril). O material será derretido e incorporado ao bronze da escultura.
Agora, a artista precisa correr contra o tempo para entregar o trabalho dentro do prazo. "No Brasil, as coisas são sempre para ontem, a gente faz o que pode. Minha cabeça está focada nisso, estou trabalhando cerca de oito horas por dia, desde de manhã até o fim do dia", afirma. Para ajudá-la nesse processo de criação, Christina se encontrou rapidamente com Carmelo Maia, filho de Tim. "Ele me falou que estava muito contente de terem lembrado de fazer essa homenagem ao pai dele, que será merecida. Porque até hoje não tinha sido feito algo que marcasse tanto [a obra de Tim Maia]", diz a artista.
Christina também afirma que não gosta que suas obras sejam chamadas de estátuas. "Estátuas são obras mais antigas, duras, formais. Procuro dar movimento, congelar um momento da pessoa", analisa a artista, que trabalha desde os 13 anos e atualmente conta com dois assistentes.
Ao todo, Christina tem seis esculturas de sua autoria em Búzios, como a famosa "Três Pescadores", além das que retratam Brigitte Bardot e Kubitscheck. Em São Paulo, ela é autora de "Homem na Chuva", que se encontra no Parque do Povo. Fora isso, tem 13 trabalhos no Acre (como uma em homenagem a Chico Mendes, em Rio Branco), entre outras produções. No Rio, a escultura em homenagem a Tom Jobim, inaugurada no dia 8 de dezembro de 2014, marcou os 20 anos da morte do maestro e compositor.
Os próximos shows do projeto Nívea em homenagem a Tim Maia serão em Salvador (24 de maio, no Elevador Lacerda), Fortaleza (31 de maio, no Aterro Praia de Iracema), Brasília (14 de junho, no Parque da Cidade), Rio de Janeiro (21 de junho, na Praia de Copacabana) e São Paulo, ainda sem data nem local definidos. As apresentações que ainda vão aceitar a entrega de latinhas são as de Salvador e Fortaleza.
FONTE: UOL
terça-feira, 28 de abril de 2015
Um sarau multicultural em São Brás
Um importante patrimônio histórico e arquitetônico da capital paraense, o Mercado de São Brás, é outro espaço em Belém que foi tomado pela cultura. Saraus são organizados, batalhas de MCs, encontro de malabaristas, além de quadrilhas que geralmente se apropriam do espaço para ensaios e apresentações. O espaço já tem uma tradição de ocupação cultural. O que os artistas que frequentam o mercado desejam são mais oportunidades de integração.
“O Sarau Multicultural do Mercado surgiu em novembro de 2013 e é uma ocupação cutural composta por poetas, músicos e artistas de vários segmentos. A gente se organiza, monta um set básico e convida além dos artistas e da comunidade para participar. A programação eventualmente inclui telões para exibição de curtas-metragens e a proposta é essa mesmo, que vários segmentos culturais utilizem o espaço público”, explica Jorge André Silva, agente cultural, poeta e organizador do sarau.
Ele acredita que as apresentações devem ser feitas para a comunidade do entorno do mercado e por isso investe em divulgação em rádios comunitárias e de feiras para convidar os trabalhadores de São Brás, estudantes das escolas dos arredores e público frequentador do espaço.
“Queremos que a comunidade vivencie sua própria arte e, para nós, é uma vitória quando, além da realização do evento, conseguimos trazer artistas locais para participar”, completa Jorge.
A iniciativa acontece tradicionalmente na primeira quinta-feira de cada mês, mas em maio terá uma programação especial no dia 9, convidando os muitos atores que transitam nesse espaço.
“Vamos promover um encontro dos movimentos de resistência que lutam para que o local se torne um espaço cultural, como a galera da batucada, a batalha de MCs, movimento street dance, o basquete de rua, o coletivo de quadrilheiros que ensaiam na área do mercado, os malabares que fazem seu encontro no mercado todas as segundas-feiras, enfim, reunir toda essa sopa cultural para sensibilizar a todos e fazer com que as atividades culturais deixem de ser alienígenas nesse espaço. Hoje, a atividade é vista como invasora e só podemos utilizar a calçada de forma precária. A visão que nós temos e defendemos é que o mercado é um gigantesco complexo e que pode se tornar um centro de referência de cultura paraense, que hoje nós ainda não temos. Tudo isso sem modificar a utilização social do mercado”, acredita Jorge.
O movimento de artistas acredita que a ocupação, de forma organizada, promoveria uma ascenção do espaço e poderia congregar ainda mais vertentes culturais.
“A cultura não expulsa a vida econômica, eles podem conviver harmoniosamente, se complementando e dando força um para o outro. O centro cultural certamente geraria atrativos em termo de público e os próprios comerciantes seriam fortalecidos, com a vinda de mais clientes. A mudança começa com a conscientização dos públicos, artistas e comerciantes e deve se dar de modo que, a longo prazo, não seja abalada por mudança de gestão de governo”, espera Jorge.
HISTÓRICO
O espaço é lindo e revela a riqueza material e cultural colhida na época do Ciclo da Borracha, com construção iniciada em 1910 e concluída em 1911. Ele foi construído em função da grande movimentação comercial gerada pela ferrovia Belém-Bragança. O trânsito intenso de passageiros tornou São Brás atrativo para a comercialização de produtos.
O mercado foi projetado pelo arquiteto italiano Filinto Santoro, com estrutura construída em ferro e mescla de elementos do art nouveau e neoclássico, também para ampliar o abastecimento da cidade, que até então ficava concentrado apenas no Mercado do Ver-o-Peso.
FONTE: DIÁRIO DO PARÁ
segunda-feira, 27 de abril de 2015
Família de Amy Winehouse critica documentário sobre a cantora
A família da cantora britânica Amy Winehouse, que morreu aos 27 anos após ingerir uma grande quantidade de álcool, classificou o documentário sobre a sua vida como "enganoso".
O filme "Amy", com estreia prevista para o mês que vem no festival de Cannes, narra a história da cantora desde o início de sua carreira até a sua morte em 2011, passando pela fama alcançada com sucessos como "Rehab".
"(Os parentes) sentem que o filme é uma oportunidade perdida para prestar homenagem à sua vida e ao seu talento", ao mesmo tempo em que é "enganoso e contém algumas mentiras", disse o porta-voz da família em um comunicado.
"Há acusações concretas contra a família e sua empresária que são infundadas", exemplificou sem especificar quais seriam essas acusações.
O documentário foi dirigido pelo premiado cineasta britânico Asif Kapadia. Ele dirigiu o filme "Senna", sobre o piloto brasileiro de Fórmula 1, e ganhou os prêmios da Academia Britânica para as Artes do Cinema e a Televisão (Bafta) de melhor documentário e edição.
Em um comunicado, a equipe do documentário defende seu trabalho, assegurando que durante a filmagem contaram "com o pleno respaldo da família Winehouse" e que rodaram "com total objetividade, como em Senna".
"Durante o processo de produção, fizemos 100 entrevistas na região com gente que conhecia Amy Winehouse, entre eles amigos, familiares e membros da industria fonográfica", afirmaram os cineastas.
FONTE: G1
sexta-feira, 24 de abril de 2015
Rafael Lima mostra parceria com paraenses em álbum
“Tem muitos instrumentos lá fora, mas o som da mata pra lá é mais difícil de reproduzir”, diz Rafael Lima sobre o som recriado pelo percussionista Zé Macedo para seu primeiro disco gravado no Brasil, intitulado “Nômade”. Residindo na Suíça, o músico aproveitou o estúdio paraense de Na Figueiredo para registrar, além de 12 canções inéditas, a parceria e talento de quem admira na sua terra natal e, como ele próprio afirma, “não pode colocar na mala e levar para o exterior”.
Assim temos, em único disco, músicos como Luiz Pardal, a tocar violino, Marcos Cardoso e seus saxofones, o trompete de Thel Silva, Maurício Brito no trombone, Lenilson Albuquerque nos teclados, Ricardo Aquino no vibrafone, Arythanan na percussão, Eduardo Costa e Eduardo Penna dividindo a bateria e as flautas de Itailan Pinheiro. O percussionista Zé Macedo, já citado, reproduz o som que encantou Rafael Lima através de objetos simples, por ele transformados em instrumentos musicais, como as “latas”, de onde consegue tirar os sons de água tão característicos da Amazônia.
Uma construção tão complexa levou cerca de 10 anos até ficar pronta. “Esse foi um disco que comecei com algumas canções, em 2006, e há uns quatro anos ele acabou se transformando no projeto para ser meu primeiro disco gravado no Brasil, a convite do Na”, conta o músico, que assina letra e música de todas as faixas, exceto “Mestiça”, cuja letra é de Juçara Abe, filha do compositor. “Ela me deu a letra e a liberdade de musicar, então fiz um reggae com a cara dela, pois sei que é um ritmo que ela gosta”, comenta Rafael.
Abe ainda empresta sua voz em “Cantinela”, cantando uma oitava bem acima, contrapondo-se ao baixo tocado por Mauro Martins e a voz do pai. A faixa em que os sons da mata surpreendem é “Manauara”. E em “Voo do Cantador”, a poesia de Antônio Juraci Siqueira transforma-se em melodia para homenagear o cantor Rui Baldez. “A única que eu digo que não é inédita é ‘Verde Maravilha’, de autoria do Albery Albuquerque, uma música que cantei com minha primeira banda de Belém, a Sol do Meio-Dia, mas que nunca tinha gravado”, diz Rafael.
O CD tem ainda músicas como a romântica “Ferina”, feita de efeitos, violoncelo e um bom piano; “Andares”, que carrega as andanças de Rafael pelo mundo; e “Não Basta Dizer Não!”, gravada na Suíça, mas com os pensamentos voltados para o Pará, que passava pelo plebiscito que decidiria pela divisão ou não do estado. “Suas políticas, suas tralhas... Já não basta dizer não”, canta Rafael Lima ao som de vozes e percussões indígenas simuladas pelo baterista e produtor Stanley Maumary.
A faixa que encerra o disco é “Sonho Cabano” e nasceu de uma viagem do músico pelo sul do Pará, que o levou até uma ocupação do Movimento dos Sem Terra (MST). “Eu fiz esta música em uma van, voltando de Eudorado dos Carajás com aquilo ainda forte na minha cabeça. Falando do Araguaia, da grande quantidade de sangue derramado naquela região”, lembra. O disco, cheio de particularidades, é ainda “um disco de baixistas”, diz Rafael, pois conta também com MgCalibre, Príamo Brandão, Adelbert Carneiro e Mauro Martins, tendo cada um colaborado em diversas faixas de “Nômade”.
O novo CD chegará às mãos dos paraenses em dois shows: um amanhã e o próximo para o dia 7 de maio, ambos no Sesc Boulevard, antes de seguir rumo ao sudeste brasileiro e o sul do Pará.
FONTE: DIÁRIO DO PARÁ
quinta-feira, 23 de abril de 2015
Músicos questionam direitos autorais em streaming
A recente ação do Google — que acionou a Justiça brasileira por não entrar em acordo com as editoras de música sobre os direitos autorais de vídeos reproduzidos no YouTube — veio no momento em que um outro debate sobre direitos movimenta artistas e empresários. Membros de organizações como Procure Saber e Grupo de Ação Parlamentar Pró Música (GAP) já se organizam para lidar com o streaming, o serviço de consumo de música que mais cresceu no Brasil e no mundo, segundo dados da Associação Brasileira de Produtores de Discos e da International Federation of the Phonographic Industry, divulgados na semana passada. Hoje, os artistas mal conhecem as regras de remuneração dos streamings. Agora, Procure Saber e GAP querem definir estratégias de atuação para que os criadores sejam informados dessas regras e, a partir daí, busquem que elas sejam justas.
— Ficamos dez anos num limbo, na transição entre entre o CD, que foi o último formato hegemônico, e o streaming, que tudo indica que vai se firmar — avalia o cantor Frejat, integrante do GAP. — Os grandes negócios estão sendo formatados agora. É hora de botar a mão na massa. Se os criadores não se mobilizarem para fazer a coisa valer da maneira mais justa para todos os envolvidos, depois haverá uma deformação que vai ser difícil de corrigir. Nosso primeiro movimento é dar informações à própria classe artística. Depois iremos ao Ministério da Cultura (MinC).
Boa parte da movimentação foi impulsionada por um texto de Carlos Taran, empresário de Dado Villa-Lobos, que já trabalhou com bandas como Legião Urbana e Titãs. O artigo “Precisamos falar sobre o streaming” surgiu de tanto Taran ouvir amigos reclamando que “o streaming paga pouco”. Ao mesmo tempo, ele percebeu que essas mesmas pessoas não conseguiam aprofundar o assunto muito além dessa queixa por desconhecerem como o sistema funciona.
No texto, o empresário explica que a percepção de que as empresas de streaming ficam com a maior fatia do bolo é errada: 70% do faturamento delas é repassado para pagamento de direitos. Por outro lado, o modo como é calculado esse repasse para cada artista (apenas o Spotify torna pública sua equação) segue um mistério, assim como os números efetivos (quantas vezes cada canção foi executada ou o faturamento total da companhia nenhuma delas divulga). Os autores ficariam, portanto, na mesma condição de quem faz um show por 10% da bilheteria e no fim é pago sem que a casa diga quantas pessoas foram ao show.
Quando as companhias de streaming de música (como Spotify, Deezer, Napster ou Rdio, que vendem a seus clientes acesso a milhões de músicas) argumentam que o valor pago por elas aos artistas é melhor do que a pirataria, em que eles não recebiam nada, Taran saca uma metáfora simples.
— É como aquele rapaz que entra no ônibus para vender algo e diz: “eu poderia estar roubando, mas estou aqui trabalhando”. Sim, você poderia estar roubando, mas roubar é errado, assim como a pirataria é errada. Não é porque ele não está roubando que devo comprar dele. Não gosto dessa história de plataformas de streaming se colocarem como alternativa à pirataria e isso dar a elas alguma autoridade moral. O CD também é uma alternativa à pirataria. O que me interessa saber é como esse sistema de streaming remunera os artistas e se isso é justo ou não.
Paula Lavigne, do Procure Saber, concorda que a questão é premente.
— Essa é crise internacional, na qual os criadores estão perdendo em todos os países — diz Paula, numa referência aos diversos conflitos entre empresas de streaming e artistas, envolvendo nomes como Taylor Swift, Thom Yorke e Jay-Z (que lançou um novo serviço, o Tidal, com o discurso de uma remuneração mais justa).
Como Taran em seu texto, Paula também aponta a falta de transparência como uma das questões centrais na remuneração do streaming:
— O primeiro problema é que não há distribuição direta, que é pelo que lutamos. Tocou uma vez, paga uma vez, tocou 30, paga 30. A outra é que nunca conhecemos as bases verdadeiras desse pagamento, ninguém entende como é feita essa divisão dos lucros. Desta forma, não sabemos nem medir se é justo ou não. O streaming pode ser um respiro para a indústria da música, como dizem, mas não pode ser suspiro final para os artistas, para os músicos e compositores.
As operadoras de streaming argumentam que o repasse depende de diversas variáveis e que, com o crescimento provável do número de assinantes do serviço, esses valores irão aumentar.
— Como a renda do Spotify aumenta a cada novo assinante, não há limite fixo para o total de royalties que pode ser gerado. Por isso, não existe um valor fixo para cada música — explica Roberta Pate, responsável na empresa pela relação com gravadoras e artistas. — No Spotify, se a música de um artista representa 1% do nosso fluxo total, esse artista e seus parceiros receberão 1% dos royalties totais. Até hoje, o Spotify já pagou mais de US$ 2 bilhões em royalties a artistas e gravadoras, e esse valor continua aumentando.
Para Max Guimer, diretor de planejamento estratégico e relação com parceiros para América Latina do Napster, o confronto entre a remuneração do mercado antigo e a do novo não faz sentido:
— A forma de consumo é diferente. O consumidor antes comprava um LP, pagava x, levava de oito a 12 músicas e tinha a propriedade daquela mídia para sempre, executando-a quantas vezes quisesse. Hoje ele pode consumir uma música só do mesmo LP, ou quantas quiser, gerando remuneração toda vez em que houver a execução. É um valor fixo (antes) versus uma perpetuidade (agora).
Bruno Vieira, diretor-executivo do Rdio no Brasil, chama a atenção para um nó do repasse:
— Na grande maioria das vezes quem nos licencia o conteúdo são as gravadoras e distribuidoras digitais, e não os artistas diretamente. Então, elas é que possuem a responsabilidade de remunerar o artista, seguindo o contrato existente entre eles.
O problema é que muitos desses contratos (no qual gravadoras ficam com um percentual entre 80% e 90% dos royalties) foram estabelecidos com base na realidade do mercado físico.
FONTE: ORM NEWS
terça-feira, 21 de abril de 2015
Noruega deve se tornar o primeiro país a desligar FM, em 2017
Sinal dos tempos: a Noruega, terra da banda de hits A-ha, deve se tornar o primeiro país a tirar do ar a frequência de rádio FM, em 2017. O anúncio foi feito pelo Ministério da Cultura do país como parte de um plano de transição para o rádio digital. O desligamento se dará ao longo do ano de 2017: começa em 11 de janeiro e segue até 13 de dezembro.
No comunicado oficial, o Ministério da Cultura norueguês alega que a troca do FM pelo digital resultará em uma economia de 25 milhões de dólares ao ano, porque os custos do sistema Digital Audio Broadcasting (DAB), a tecnologia padrão em toda a Europa, são oito vezes menores. Esse valor, diz o texto, "poderá ser investido em conteúdo".
Além disso, o DAB teria espaço para mais estações de rádio. "Enquanto a rede FM só tinha espaço para cinco estações nacionais, o DAB terá para 22, quase 20 a mais", diz o comunicado. Uma recente pesquisa realizada no país constatou que 55% das casas já contam com pelo menos um equipamento capaz de receber o sinal do DAB.
A Noruega tem sido mesmo pioneira no rádio digital, de acordo com o site da revista americana The Hollywood Reporter. A rede local NKR, que comemora a decisão do governo, lançou o primeiro canal do sistema DAB em 1º de junho de 1995. O país deve ser seguido por vizinhos escandinavos e também pelo Grã-Bretanha até 2022. Já em outras regiões da Europa a transição é mais lenta, com boa popularidade para o FM em diversos lugares.
FONTE: VEJA.COM
segunda-feira, 20 de abril de 2015
Paula Toller apresenta novo disco, "Transbordada", em show em SP
A cantora Paula Toller faz show na próxima sexta-feira (24), no Citibank Hall, apresentando seu disco novo, "Transbordada". Os ingressos custam a partir de R$ 40 (meia-entrada) e estão à venda na bilheteria da casa e através do site www.ticketsforfun.com.br.
Quarto álbum da sua carreira solo, "Transbordada" apresenta músicas em tom dançante e mais rock. O ex-Mutantes Liminha produz o disco, assina as 10 músicas junto de Paula e também toca baixo, guitarra e bateria em algumas delas.
Outras parcerias do álbum foram os bateristas João Barone (Paralamas do Sucesso) e João Viana, e a de Hélio Flanders (vocalista do Vanguart).
Entre as musicas do repertório estão "Calmaí", "O Sol Desaparece", "Já Chegou a Hora" e "Tímidos Românticos", além de sucessos como "Nada Sei", "Oito Anos", "Derretendo Satélites" e "Deus (Apareça na Televisão)".
Serviço
Paula Toller.
Quando: Sexta-feira, dia 24 de abril de 2015, às 22h.
Onde: Citibank Hall SP -Av. das Nações Unidas, 17.955,Santo Amaro.
Quanto: De R$ 40 a R$ 200.
Pontos de venda:
- Bilheteria da casa: Diariamente, das 12h às 20h.
- Internet: www.ticketsforfun.com.br.
Capacidade: 4.906 lugares.
Duração: Aproximadamente 1h30.
Classificação etária: Não será permitida a entrada de menores de 13 anos. 13 e 14 anos: permitida a entrada (acompanhados dos pais ou responsáveis legais). 16 anos em diante: permitida a entrada (desacompanhados).
Acesso para deficientes.
Ar condicionado.
Estacionamento (terceirizado): R$ 45.
FONTE: UOL
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